Elementos são feitos em laboratório e se desfazem em frações de segundo; nomes provisórios são ununquádio (114) e ununhéxio (116)
Dois novos elementos foram aceitos oficialmente e passam a integrar a tabela periódica. O reconhecimento veio das uniões internacionais de química e física puras e aplicadas (respectivamente Iupac e Iupap, nas siglas em inglês), que têm um grupo conjunto de estudos para avaliar as pesquisas feitas nessa área e regular os resultados.
Os dois elementos têm como número atômico – que designa o número de prótons em cada átomo – 114 e 116. Todos os elementos com número atômico de até 112 já eram reconhecidos. Há pesquisas alegando a descoberta dos elementos de número 113, 115, 117 e 118, mas eles ainda não foram aprovados pelo grupo de estudos da Iupac e da Iupap.
A recente descoberta foi creditada a cientistas dos laboratórios de Dubna, na Rússia, e Lawrence Livermore, nos EUA. Eles poderão sugerir os nomes dos novos elementos, e a proposta passa por um processo de avaliação. Segundo John Corish, da Iupac, os nomes devem ser escolhidos em cerca de seis meses. Até lá, eles serão chamados provisoriamente de ununquádio e ununhéxio, em referência a seus números.
Os elementos descobertos não existem na natureza, foram criados em laboratório – como todos os que têm número atômico superior a 94. São radioativos, extremamente pesados e instáveis; se dividem em outros elementos em frações de segundo.
“Não há aplicação prática, é uma questão de curiosidade”, disse o professor da pós-graduação em química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre as pesquisas que desenvolvem novos elementos. O pesquisador citou ainda a “teoria da estabilidade”, que acredita que, por volta do número atômico 120, haverá elementos que se mantenham por mais que frações de segundo e, por isso, poderão ser mais bem observados.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Saúde
Europa luta contra bactéria que já matou 31 pessoas
A onda de contaminação é a pior já registrada na Alemanha e uma das mais graves em todo o mundo, e causou o estremecimento das relações entre a Alemanha e a Espanha, que se considera injustamente atacada
BERLIM - Médicos europeus lutam contra o avanço de uma bactéria que já causou a morte de 16 pessoas e contaminou outras mil no continente. A 15ª vítima fatal da doença foi anunciada nesta terça-feira e é a primeira registrada fora da Alemanha, uma sueca de 50 anos que acabara de voltar de uma viagem a Berlim. Pouco depois, mais uma morte vinculada à bactéria potencialmente letal Eceh foi anunciada na Alemanha. Uma mulher de 87 anos morreu em Paderborn (noroeste da Alemanha).
A onda de contaminação é a pior já registrada na Alemanha e uma das mais graves em todo o mundo, e causou o estremecimento das relações entre a Alemanha e a Espanha, que se considera injustamente atacada. Isto porque as suspeitas de contaminação da Eceh (nome abreviado de E. coli entero-hemorrágica) recaem sobre os pepinos procedentes de cultivos em estufas na região da Andaluzia.
A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, negou nesta terça-feira que as bactérias sejam provenientes da Espanha e afirmou que pedirá uma compensação da União Europeia (UE) e da Alemanha "pelos danos e prejuízos causados", que para ela são "irreversíveis". De acordo com Aguilar, a situação é "extremamente grave", causando perdas para o setor de 200 milhões de euros em apenas uma semana.
"Para um problema europeu, precisamos de uma solução europeia", disse a ministra durante uma reunião com autoridades do setor realizada em Debrecen, na Hungria. "Vamos apresentar o problema e pedir uma compensação não só para os produtores espanhóis, mas também para todos os afetados por esta situação", acrescentou.
Praticamente toda a Europa deixou de comprar verduras espanholas, em consequência das suspeitas sobre os pepinos procedentes do país, informou a Federação Espanhola de Produtores-Exportadores de verduras e frutas (Fepex). Ao ser questionado sobre os países que deixaram de comprar os produtos espanhóis, o presidente da Fepex, Jorge Brotons, respondeu: "Praticamente toda a Europa. Há um efeito dominó em todas as verduras e frutas".
As autoridades do continente expressaram preocupação com a propagação da bactéria, que causa fortes hemorragias no sistema digestivo. A Rússia anunciou na segunda-feira a suspensão das importaçãoes das verduras alemãs e espanholas, assim como a Bélgica. A Áustria retirou de venda os pepinos espanhóis. Por outro lado, a Holanda disse que pedirá ajuda financeira à UE para seus agricultores, que registraram queda nas exportações para a Alemanha.
Já foram registrados casos confirmados de contaminação e suspeitos na Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Holanda, França, Suíça e Áustria. Todas as vítimas teriam visitado a Alemanha nos últimos dias. Uma esperança surgiu nesta quarta-feira com o anúncio pelos pesquisadores da universidade alemã de Munster da desoberta de um teste que permite identificar rapidamente os infectados pela perigosa bactéria.
As autoridades alemãs temem que o surto não tenha alcançado seu pico máximo, devido a defasagem existente entre a incubação da bactéria e sua manifestação, que pode levar uma semana. O instituto alemão Robert Koch, encarregado do controle sanitário no país, lamentou o surto e advertiu para "prováveis novos casos. Conhecemos a bactéria Eceh há vários anos, mas jamais tínhamos visto propagação semelhante", afirmou o professor Jan Galle, diretor de um hospital na cidade de Ludenscheid, no oeste do país. "Em geral registramos cerca de mil casos por ano, mas agora temos 1,2 mil casos em 10 dias", completou.
De acordo com um último balanço divulgado na segunda-feira, 352 pacientes ainda internados apresentam transtornos renais graves, um mal conhecido como síndrome hemolítico-urêmica, uma doença fatal. Os pacientes foram questionados quanto a seus hábitos alimentares e consumo de verduras antes de ficarem doentes. O objetivo
é tentar descobrir a origem da contaminação.
A variante da Eceh que atinge a Alemanha é, de acordo com o professor Galle, de um tipo bastante virulento e resistente ao tratamento com diálise. Nas feiras, os consumidores evitam comprar pepinos e outras verduras. Vários comerciantes decidiram retirar de seus cardápios as saladas e acompanhamentos que tragam pepinos ou hortaliças frescas não cozidas.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Situação dos Educadores no Brasil!!!
Uma roubalheira sem precedentes é apenas mais uma roubalheira antes de uma roubalheira maior também sem precedentes
Governo anuncia novas creches e quadras e faz entrega de bicicletas
A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ministro da Educação, Fernando Haddad, participaram nesta quinta-feira, 26, em Brasília, da solenidade de doação 30 mil de bicicletas e capacetes escolares do programa Caminho da Escola a 81 municípios de todo o país. Na mesma solenidade foi firmado compromisso para a construção de 454 quadras esportivas cobertas e de 138 de unidades de educação infantil em mais de 300 municípios por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). As obras contarão com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Dilma salientou a importância das unidades de educação infantil para o desenvolvimento das crianças que utilizam a rede pública de ensino. “Com a construção de creches e pré-escolas, estamos abrigando e oferecendo educação a crianças até cinco anos”, afirmou. “Dar atenção especializada e educação nesse período essencial para o desenvolvimento cognitivo pode fazer uma diferença fundamental para o resto da vida.”
Para a presidenta, a rede de educação infantil garante às mães o direito de trabalhar e a possibilidade de aumentar a renda da família, com a segurança de saber que os filhos estão protegidos.
Recursos do PAC 2 serão aplicados na assistência financeira, em caráter suplementar, a estados, Distrito Federal e municípios. Serão atendidos os que firmaram o termo de adesão ao plano de metas Compromisso todos pela Educação e elaboraram o Plano de Ações Articuladas (PAR) para construção de creches e escolas de educação infantil, aquisição de equipamentos e mobiliário para a rede física escolar e para a construção de quadras esportivas.
Até o fim do ano, o Proinfância deve construir 1,5 mil quadras esportivas. Até 2014, a meta do programa é construir 6 mil quadras e reformar 4 mil.
Transporte — Quanto à entrega das bicicletas, o ministro Fernando Haddad destacou que o programa Caminho da Escola tem avançado em módulos. “No primeiro, tivemos o ônibus escolar; depois, em parceria com a Marinha, possibilitamos a compra de embarcações; agora é a vez da bicicleta”, disse. Haddad também ressaltou a preocupação com a segurança das crianças, que receberão capacetes, e a necessidade de se criar uma cultura de ciclismo no Brasil.
Estudos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) constatam número significativo de estudantes que percorrem a pé distâncias entre dois e 12 quilômetros de casa até a escola ou ponto de embarque do transporte escolar. Eles vivem em localidades que não apresentam condições de tráfego para veículos automotores. Nesses casos, o uso de bicicletas ajuda a reduzir o tempo e o esforço daqueles que percorrem pequenas e médias distâncias.
O FNDE promoveu pregão eletrônico para a aquisição também de capacetes específicos para ciclistas. O Caminho da Escola prevê a compra de 100 mil bicicletas e capacetes até o fim do ano.
A bicicleta ainda é um veículo pouco utilizado no transporte escolar. O MEC e o FNDE, em parceria com os municípios, vão desenvolver projeto-piloto para avaliar os diversos aspectos dessa modalidade de transporte. O projeto trará subsídios para a definição de critérios de atendimento aos beneficiários, modelo de gestão e indicação das situações em que a bicicleta possa efetivamente servir como meio capaz de facilitar o acesso e a permanência dos alunos na escola.
No atendimento aos interessados em participar do projeto-piloto, terão prioridade os municípios que registraram no Censo Escolar de 2010 até 5 mil matrículas na rede pública de educação básica.
Criado em 2007 para renovar e padronizar a frota de veículos e embarcações de transporte escolar, o Caminho da Escola tem como atribuição garantir a segurança e a qualidade do deslocamento de estudantes e contribuir para que eles tenham acesso e permaneçam na escola.
Assessoria de Comunicação Social
Veja as listas com os municípios que receberão bicicletas, unidades de educação infantil e quadras esportivas.
PE Afogados da Ingazeira Grupo 3
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