sábado, 18 de junho de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Plataforma Freire
Os professores de educação básica têm até domingo, 19, para fazer inscrição nos cursos de especialização oferecidos pela Plataforma Freire. Na última segunda-feira, 13, a expectativa do Ministério da Educação era oferecer 8 mil vagas; entretanto, mais de 9 mil estão disponíveis em todo o país, ofertadas pelas instituições de ensino superior. Mais de 4,7 mil docentes inscreveram-se nos cursos de pós-graduação lato sensu.
A Plataforma Freire é um sistema desenvolvido pelo MEC por meio do qual o professor se inscreve em cursos oferecidos pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, com o objetivo de adequar a sua graduação. Entre as formações oferecidas pelo Ministério estão as especializações em educação ambiental, diretos humanos, educação infantil, sistema penitenciário, relações etnorraciais e educação indígena.
Ao contrário dos cursos de extensão e aperfeiçoamento, são os próprios professores que fazem a inscrição na pós-graduação. Entretanto, os docentes já indicados pelos diretores das escolas públicas para fazer outro tipo de formação continuada não podem se inscrever. Vale lembrar, ainda, que somente serão inscritos professores registrados como educadores em efetivo exercício no Censo Escolar de 2009 ou de 2010.
Extensão – Mais de 38.700 professores indicados por diretores das escolas públicas já confirmaram a inscrição nos cursos de extensão e aperfeiçoamento oferecidos pela Plataforma Freire. Cerca de 22 mil professores têm prazo até domingo, 19 de junho, para confirmar a inscrição.
Mais informações sobre o processo de inscrição dos cursos de formação continuada podem ser obtidas no portal da Plataforma Freire.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Tabela periódica recebe dois novos elementos químicos
Elementos são feitos em laboratório e se desfazem em frações de segundo; nomes provisórios são ununquádio (114) e ununhéxio (116)
Dois novos elementos foram aceitos oficialmente e passam a integrar a tabela periódica. O reconhecimento veio das uniões internacionais de química e física puras e aplicadas (respectivamente Iupac e Iupap, nas siglas em inglês), que têm um grupo conjunto de estudos para avaliar as pesquisas feitas nessa área e regular os resultados.
Os dois elementos têm como número atômico – que designa o número de prótons em cada átomo – 114 e 116. Todos os elementos com número atômico de até 112 já eram reconhecidos. Há pesquisas alegando a descoberta dos elementos de número 113, 115, 117 e 118, mas eles ainda não foram aprovados pelo grupo de estudos da Iupac e da Iupap.
A recente descoberta foi creditada a cientistas dos laboratórios de Dubna, na Rússia, e Lawrence Livermore, nos EUA. Eles poderão sugerir os nomes dos novos elementos, e a proposta passa por um processo de avaliação. Segundo John Corish, da Iupac, os nomes devem ser escolhidos em cerca de seis meses. Até lá, eles serão chamados provisoriamente de ununquádio e ununhéxio, em referência a seus números.
Os elementos descobertos não existem na natureza, foram criados em laboratório – como todos os que têm número atômico superior a 94. São radioativos, extremamente pesados e instáveis; se dividem em outros elementos em frações de segundo.
“Não há aplicação prática, é uma questão de curiosidade”, disse o professor da pós-graduação em química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre as pesquisas que desenvolvem novos elementos. O pesquisador citou ainda a “teoria da estabilidade”, que acredita que, por volta do número atômico 120, haverá elementos que se mantenham por mais que frações de segundo e, por isso, poderão ser mais bem observados.
Dois novos elementos foram aceitos oficialmente e passam a integrar a tabela periódica. O reconhecimento veio das uniões internacionais de química e física puras e aplicadas (respectivamente Iupac e Iupap, nas siglas em inglês), que têm um grupo conjunto de estudos para avaliar as pesquisas feitas nessa área e regular os resultados.
Os dois elementos têm como número atômico – que designa o número de prótons em cada átomo – 114 e 116. Todos os elementos com número atômico de até 112 já eram reconhecidos. Há pesquisas alegando a descoberta dos elementos de número 113, 115, 117 e 118, mas eles ainda não foram aprovados pelo grupo de estudos da Iupac e da Iupap.
A recente descoberta foi creditada a cientistas dos laboratórios de Dubna, na Rússia, e Lawrence Livermore, nos EUA. Eles poderão sugerir os nomes dos novos elementos, e a proposta passa por um processo de avaliação. Segundo John Corish, da Iupac, os nomes devem ser escolhidos em cerca de seis meses. Até lá, eles serão chamados provisoriamente de ununquádio e ununhéxio, em referência a seus números.
Os elementos descobertos não existem na natureza, foram criados em laboratório – como todos os que têm número atômico superior a 94. São radioativos, extremamente pesados e instáveis; se dividem em outros elementos em frações de segundo.
“Não há aplicação prática, é uma questão de curiosidade”, disse o professor da pós-graduação em química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), sobre as pesquisas que desenvolvem novos elementos. O pesquisador citou ainda a “teoria da estabilidade”, que acredita que, por volta do número atômico 120, haverá elementos que se mantenham por mais que frações de segundo e, por isso, poderão ser mais bem observados.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
Saúde
Europa luta contra bactéria que já matou 31 pessoas
A onda de contaminação é a pior já registrada na Alemanha e uma das mais graves em todo o mundo, e causou o estremecimento das relações entre a Alemanha e a Espanha, que se considera injustamente atacada
BERLIM - Médicos europeus lutam contra o avanço de uma bactéria que já causou a morte de 16 pessoas e contaminou outras mil no continente. A 15ª vítima fatal da doença foi anunciada nesta terça-feira e é a primeira registrada fora da Alemanha, uma sueca de 50 anos que acabara de voltar de uma viagem a Berlim. Pouco depois, mais uma morte vinculada à bactéria potencialmente letal Eceh foi anunciada na Alemanha. Uma mulher de 87 anos morreu em Paderborn (noroeste da Alemanha).
A onda de contaminação é a pior já registrada na Alemanha e uma das mais graves em todo o mundo, e causou o estremecimento das relações entre a Alemanha e a Espanha, que se considera injustamente atacada. Isto porque as suspeitas de contaminação da Eceh (nome abreviado de E. coli entero-hemorrágica) recaem sobre os pepinos procedentes de cultivos em estufas na região da Andaluzia.
A ministra espanhola da Agricultura, Rosa Aguilar, negou nesta terça-feira que as bactérias sejam provenientes da Espanha e afirmou que pedirá uma compensação da União Europeia (UE) e da Alemanha "pelos danos e prejuízos causados", que para ela são "irreversíveis". De acordo com Aguilar, a situação é "extremamente grave", causando perdas para o setor de 200 milhões de euros em apenas uma semana.
"Para um problema europeu, precisamos de uma solução europeia", disse a ministra durante uma reunião com autoridades do setor realizada em Debrecen, na Hungria. "Vamos apresentar o problema e pedir uma compensação não só para os produtores espanhóis, mas também para todos os afetados por esta situação", acrescentou.
Praticamente toda a Europa deixou de comprar verduras espanholas, em consequência das suspeitas sobre os pepinos procedentes do país, informou a Federação Espanhola de Produtores-Exportadores de verduras e frutas (Fepex). Ao ser questionado sobre os países que deixaram de comprar os produtos espanhóis, o presidente da Fepex, Jorge Brotons, respondeu: "Praticamente toda a Europa. Há um efeito dominó em todas as verduras e frutas".
As autoridades do continente expressaram preocupação com a propagação da bactéria, que causa fortes hemorragias no sistema digestivo. A Rússia anunciou na segunda-feira a suspensão das importaçãoes das verduras alemãs e espanholas, assim como a Bélgica. A Áustria retirou de venda os pepinos espanhóis. Por outro lado, a Holanda disse que pedirá ajuda financeira à UE para seus agricultores, que registraram queda nas exportações para a Alemanha.
Já foram registrados casos confirmados de contaminação e suspeitos na Suécia, Dinamarca, Reino Unido, Holanda, França, Suíça e Áustria. Todas as vítimas teriam visitado a Alemanha nos últimos dias. Uma esperança surgiu nesta quarta-feira com o anúncio pelos pesquisadores da universidade alemã de Munster da desoberta de um teste que permite identificar rapidamente os infectados pela perigosa bactéria.
As autoridades alemãs temem que o surto não tenha alcançado seu pico máximo, devido a defasagem existente entre a incubação da bactéria e sua manifestação, que pode levar uma semana. O instituto alemão Robert Koch, encarregado do controle sanitário no país, lamentou o surto e advertiu para "prováveis novos casos. Conhecemos a bactéria Eceh há vários anos, mas jamais tínhamos visto propagação semelhante", afirmou o professor Jan Galle, diretor de um hospital na cidade de Ludenscheid, no oeste do país. "Em geral registramos cerca de mil casos por ano, mas agora temos 1,2 mil casos em 10 dias", completou.
De acordo com um último balanço divulgado na segunda-feira, 352 pacientes ainda internados apresentam transtornos renais graves, um mal conhecido como síndrome hemolítico-urêmica, uma doença fatal. Os pacientes foram questionados quanto a seus hábitos alimentares e consumo de verduras antes de ficarem doentes. O objetivo
é tentar descobrir a origem da contaminação.
A variante da Eceh que atinge a Alemanha é, de acordo com o professor Galle, de um tipo bastante virulento e resistente ao tratamento com diálise. Nas feiras, os consumidores evitam comprar pepinos e outras verduras. Vários comerciantes decidiram retirar de seus cardápios as saladas e acompanhamentos que tragam pepinos ou hortaliças frescas não cozidas.
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