segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Matéria da revista NOVA ESCOLA

Os tipos de discurso

Objetivos
- Analisar os elementos que caracterizam uma narrativa.
- Produzir uma narrativa usando os discursos direto e indireto.

Conteúdos
- Discursos direto e indireto.
- Produção de texto.

Anos
3º e 4º.

Tempo estimado
Oito aulas.

Material necessário
Televisão, aparelho de DVD, filme Luzes da Cidade ou trechos disponíveis no youtube.com, computador e texto.

Flexibilização

Para alunos com deficiência visual
Fornecer antecipadamente uma sinopse do filme em braile para o aluno com deficiência visual o ajuda a compreender as atividades que serão desenvolvidas na sequência. Você também precisa preparar, previamente, uma áudio-descrição do filme, para que o aluno acompanhe a exibição e tenha condições de participar das discussões com a turma. Algumas Secretarias de Educação e cinematecas brasileiras já disponibilizam filmes com este recurso. Se preferir, consulte uma dessas instituições na sua cidade e verifique se há material disponível. Amplie o tempo de realização das atividades para que o aluno possa fazer os registros e as produções de textos em braile. Também forneça os textos dos cartazes em braile. Repetir as narrativas produzidas oralmente, sinalizando as principais diferenças entre o discurso direto e o indireto ajuda na aprendizagem da criança cega. Conte com o apoio do AEE no contraturno para que o aluno pratique a leitura e a escrita no sistema braile.

Desenvolvimento
1ª etapa
Apresente a biografia de Charles Chaplin. Promova uma discussão sobre a vida do artista com a turma. Organize uma sessão de cinema em sala. Não apresente informações sobre o filme. Peça que os alunos façam anotações sobre partes do enredo que julgarem importantes durante a exibição. Isso os ajudará a retomar a história na próxima etapa.

2ª etapa
Ao fim do filme, solicite que todos façam um breve relato oral do que foi visto. Converse com a turma sobre o tema principal da história. Direcione as discussões para o uso das marcas temporais usadas (a utilização de diferentes advérbios e tempos verbais, por exemplo).

3ª etapa
O filme é dividido em trechos que podem ser considerados capítulos. Peça que os alunos coloquem títulos em cada um deles. Construa com a turma textos narrativos sobre o primeiro capítulo em discurso direto e indireto. Peça que comparem e elenquem as diferenças e as características de cada um. Eles devem notar as diferenças de efeito entre os tipos de discurso e suas pecualiaridades: o direto usa recursos de pontuação (como as aspas, o travessão e o parágrafo) e, às vezes, os verbos dicendi (afirmar e dizer, por exemplo) para reproduzir a fala dos personagens, e o indireto emprega verbos na 3ª pessoa para contar o que diz o personagem.

4ª etapa
Retome os capítulos e anote-os em um cartaz. Divida a turma em grupos e distribua os trechos entre eles. Peça que cada grupo escreva a narrativa do trecho selecionado nos dois tipos de discurso. Promova a apresentação dos textos redigidos pela turma ao mesmo tempo em que exibe as cenas de cada trecho narrado. Faça isso com as duas versões da narrativa produzidas pelos grupos. Assim, será possível chamar a atenção para o efeito causado pelos diferentes discursos.

5ª etapa
Hora de revisar e reescrever os textos da turma. Troque as produções entre os grupos. Peça que eles as releiam e corrijam. Escreva as orientações para as correções no quadro: a ação da narrativa é apresentada com lógica e organização? Há coesão e coerência no texto? Ele é objetivo e claro? Apresenta as características de um texto narrativo no discurso usado? O que é preciso alterar, sem deixar de lado as características do discurso direto e indireto?

Avaliação
Verifique se os alunos se expressam, oral e textualmente, com lógica e organização. Compare as relações feitas por eles entre as imagens e a ação presentes no filme e nas produções escritas. Analise se os textos finais apresentam as características dos discursos direto e indireto.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Ministro e a Professora



Olá gente! Abaixo posto um artigo meu que foi publicado ontem, dia 27, no Diário de Natal. Abraço a tod@s.

No dia 12, o ministro Fernando Haddad esteve em São Bernardo do Campo, em disputa pela prefeitura de São Paulo. Ele e Lula foram abordados por estudantes e professores, em campanha pelos 10%. Mas a recepção maior veio das crianças, que lotaram o auditório para ouvir histórias contadas pelos dois.

Nada disso me impressionou. Mas me chamou a atenção uma das histórias escolhidas pelo ministro, a do livro “A Professora Encantadora”. Haddad lendo um livro sobre uma professora... Sou curiosa. Fui atrás, até conseguir o livro (que, aliás, recomendo).

O texto é a homenagem do autor, Márcio Vassalo, a uma de suas professoras, que despertou nele a paixão pelo texto, a descoberta da leitura e da escrita. A professora Maísa encantava seus alunos, e os levava para outro universo, de sonho e fantasia. Transformava a sala de aula em uma experiência única – chegando a colocar na porta uma placa: “Não interrompa, estamos suspirando”.

O livro é uma bela homenagem aos professores. Valoriza aquilo que cada uma de nós levamos conosco, o que nos fez escolher a profissão. E que nos faz atravessar a cidade de uma escola a outra, para começar a oitava aula como se o dia estivesse começando.

Me perdoe, Haddad, mas um livro desses não poderia jamais estar sendo lido para as crianças pelo Ministro da Educação. Não combina. Um governo que investe menos de 3% do Orçamento na educação não pode homenagear o professor. Só se for como mártires...

O livro tem um trecho muito bonito, sobre a professora e perguntas “que desdobram a gente por dentro”. Eu também tenho uma pergunta que me desdobra por dentro, desde que soube da leitura: ministro, você acha mesmo que não tem nenhuma responsabilidade no caos da educação? Claro que tem, Haddad. Se você quisesse, poderia mudar, junto com Dilma, o investimento em educação pública para 10% do PIB já, ao invés de 7% para 2020, como prevê o novo PNE do governo.

Soube depois que o ministro só leu um trecho do livro. Tanto faz. Na verdade, quando os governantes nos fazem esse tipo de homenagem, elogiam nossa vocação e persistência, desconfie. Com a homenagem, está a ideia de que vocação é suficiente. Basta a vontade, desejo, paixão, talento, para superar todos os desafios e conquistar os alunos, transmitir o conhecimento necessário para que transformem suas vidas.

Quando o ministro nos elogia, parece dizer que isso é o bastante. Como se talento fosse capaz de superar todas as dificuldades. Para que falar de coisas chatas, como salário, verbas, condições de trabalho, biblioteca? Para que se preocupar se as professoras saberão passar por cima disso tudo com superpoderes?

É preciso todo o cuidado com esse discurso fácil. Levado ao extremo, ele vira frases como a do governador do Ceará: “Quem quer dar aula faz isso por gosto, e não pelo salário”. Ou seja, é a ideia de que professoras conseguirão continuar encantadoras, mesmo trabalhando apenas por amor.

Infelizmente, não é o que tem acontecido por aí. Por culpa dos governantes e, é sempre bom lembrar, de seus ministros.

STF publica decisão que declarou legal o piso nacional dos professores

Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187,00


Piso salarial dos professores

O Supremo Tribunal Federal (STF) publicou hoje (24) o acórdão do julgamento ocorrido em abril que reconheceu a constitucionalidade da lei que criou o piso nacional do magistério. Alguns governos estaduais e prefeituras estavam aguardando a publicação do acórdão para se adequar à legislação.

A Lei do Piso foi sancionada em 2008 e determinou que nenhum professor da rede pública com formação de nível médio e carga horária de 40 horas semanais pode ganhar menos de R$ 950 por mês. Com a correção, o valor do piso este ano passou para R$ 1.187. Quando a lei foi aprovada, cinco governadores entraram no STF questionando a constitucionalidade do piso nacional.

Este mês, professores de 21 estados pararam as atividades para exigir o cumprimento da lei. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), “a decisão do STF, tão aguardada por milhões de trabalhadores em educação, torna incontestável qualquer opinião que desafie a constitucionalidade e a aplicação imediata da lei”.

O STF confirmou, no julgamento, que o piso nacional deve ser interpretado como vencimento básico, isto é, sem gratificações e outros adicionais. As prefeituras alegam que não têm dinheiro para garantir o salário de acordo com o que determina a lei. Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 1.641 prefeituras mostra que, considerando o piso como vencimento inicial, a média salarial paga a professores de nível médio variou, em 2010, de R$ 587 a R$ 1.011,39. No caso dos docentes com formação superior, os salários variaram entre R$ 731,84 e R$ 1.299,59.

Outro levantamento, feito pela CNTE com os sindicatos filiados, mostrou que 17 estados não pagam aos professores o valor mínimo estabelecido em lei. Não há levantamento sobre o cumprimento da lei nas redes municipais.

Estados e municípios podem pedir ao Ministério da Educação uma verba complementar para estender o piso nacional à todos os professores. Para conseguir o dinheiro, é preciso comprovar que aplica 25% da arrecadação em educação, como prevê a Constituição Federal, e que o pagamento do piso desequilibra as contas públicas. O MEC tem R$ 1 bilhão disponíveis para este fim, mas, desde que a lei foi criada, nenhuma das prefeituras que solicitaram a complementação de recursos cumpriu as exigências necessárias para receber o dinheiro

Só 42,8% dos alunos do 3º ano sabem o esperado em matemática, diz Prova ABC


Avaliação reuniu 6 mil alunos de escolas públicas e privadas; Prova ABC mediu ainda desempenho em leitura (56,1%) e escrita (53,4%)

 

Uma avaliação feita com alunos que cursaram em 2010 o 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas do país mostra que menos da metade (42,8%) das crianças aprendeu o mínimo do que era esperado no conteúdo de matemática para este nível do ensino.

O resultado da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) mostrou ainda que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura, e 53,4% dos estudantes tiveram desempenho dentro do esperado em redação.

Os dados acima consideram a média entre alunos de escolas públicas e privadas. Entretanto, o levantamento registrou diferença significativa no desempenho entre estudantes dos dois grupos.

A Prova ABC mostra ainda uma grande variação entre as regiões do país e as redes de ensino (pública e privada). Sul e Sudeste obtiveram os melhores desempenhos, enquanto Norte e Nordeste mostraram as piores avaliações.

A prova foi aplicada no primeiro semestre deste ano para cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais do país para medir seu conhecimento do conteúdo até o 3º ano. A avaliação foi elaborada em uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /Ibope, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Cada criança respondeu a 20 itens (questões de múltipla escolha) de leitura ou de matemática (o aluno fez testes de apenas uma das duas áreas). Além disso, todas elas escreveram uma breve redação, a partir de um tema único. O objetivo foi avaliar o nível de conhecimento adquirido pelos alunos ao final do terceiro ano, que representa o fim do ciclo básico de alfabetização.

MATEMÁTICA

Na prova de matemática, o objetivo era obter, no mínimo, 175 pontos para mostrar domínio da adição e subtração e conseguir resolver problemas envolvendo, por exemplo, notas e moedas. Estes 175 pontos correspondem ao conhecimento esperado dos alunos desta série segundo escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

No total, 42,8% do total das crianças tendo aprendido o que era esperado para esta etapa do ensino em matemática. A média nacional foi de 171,1 pontos, sendo que entre os alunos da rede privada foi de 211,2 pontos, a da rede pública ficou em 158,0 pontos.

"As pessoas acham que alfabetização é apenas saber ler e escrever. Tem que se pensar na alfabetização numérica também, precisamos desde cedo que nossas crianças saibam as operações básicas de matemática", diz o professor Ruben Klein, da Cesgranrio. "Para que o país possa ter conhecimento tecnológico e formar engenheiros é preciso desde cedo ter uma boa formação em matemática."

A média de 42 pontos percentuais entre os alunos da rede pública e os da rede privada chamou a atenção na pesquisa. Os pesquisadores destacam a preocupação em se corrigir o problema ainda na educação básica. "A tendência é este desempenho piorar nas séries mais avançadas", diz Klein. "Pesquisa com estudantes que estão terminando o ensino médio mostra que só 11% atingem o conhecimento mínimo em matemática."

LEITURA

Na prova de leitura, os alunos, entre outras tarefas, tinham que identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito contidas nestas narrativas. A média foi de 185,8 pontos na escala, sendo 216,7 pontos entre alunos da rede privada e 175,8 pontos para estudantes da rede pública. A médica nacional (incluindo escolas públicas e privadas) foi de 56,1%.

ESCRITA

Na prova avaliação de escrita, a média esperada do desempenho dos alunos na redação era de 75 pontos. A média nacional ficou em 68,1 pontos, sendo a média das escolas públicas de 62,3 pontos e a das privadas 86,2 pontos.

"Todas as crianças deveriam atingir 100% de aproveitamento. É um direito básico de educação", afirma Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. "É preciso um investimento pesado na formação de professores e na educação infantil. Para reduzir a desigualdade social é também preciso reduzir esta desigualdade educacional."





sexta-feira, 26 de agosto de 2011

PREFEITO ENTREGA UNIFORMES PARA ALUNOS DE PETI E PROJOVEM

Aproveitando a culminância do projeto "Brincando com Folclore", o prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), entrega 1035 uniformes aos alunos dos programas sociais Peti e ProJovem Adolescente nesta sexta-feira (26), às 18h, na Praça de Alimentação.

Na programação, apresentações culturais com os Grupos de Dança de Xaxado e de Capoeira do Peti, Grupo Vem Ver Nós e Companhia Pajeú Artística de Danças e a cantora Carla Alves – Voz e Violão, além da exposição de trabalhos dos alunos dos programas.

Por Nill Júnior

PREFEITO DE CARNAIBA DISTRIBUI 400 LAPTOP´S PARA ALUNOS DA REDE DE ENSINO MUNICIPAL

Carnaíba conquistou recentemente o primeiro lugar IDEB na educação no estado de Pernambuco e o prefeito Anchieta Patriota-PSB tem investido para que estes números melhorem no dia a dia. "No final do ano haverá distribuição de 400 notebooks doProjeto Conectando. A educação de Carnaíba está a cada ano melhorando, no ano de 2010 o Projeto PEDALANDO,que vem desde 2008, onde foram destribuidos cerca de 30 bicicletas para os melhores alunos .O método de avaliação da rede municipal do 1º ao 9º ano será nas disciplinas de português e matemática, se caso houver empate entre alunos o que tiver mais frequência será o vencedor." frisou Anchieta Patriota. 10% dos alunos de cada sala de aula serão selecionados, os que apresentarem o melhor desempenho receberão LAPTOP EDUCACIONAIS por meio do programa um computador por aluno (PROUCA) do MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO conforme normas estabelecidas pelo FNDE. Anchieta Patriota, a empresa POSITIVO Informática “AS” representada por Daniel Padilha venceu a concorrencia e distribuirá os 400 computadores.



Em 2010 Carnaiba teve o melhor desempenho Educacional do Estado de Pernambuco,o melhor IDEB com 5,2, a média brasilera é 4. O Governador Eduardo Campos contemplou os professores com 188 COMPUTADORES com impressoras que ainda serão distribuidos, 29 laboratórios de informática, cada Laboratório com 30 notebooks totalizando 870 notebook's e ainda 1 ônibus escolar de 40 lugares.


A divulgação dos alunos vencedores dos Laptop's, será feita por meio de comunicação de rádio, site, diário dos municípios (Amupe), mural da prefeitura e Secretaria Municipal de Educação. Do Blog Cauê Rodrigues


Blog do Roberto Murilo



Estados, DF e municípios têm novas regras para movimentação financeira

A partir deste sábado, 26, estados, municípios e Distrito Federal estão impedidos de fazer pagamentos por meio de cheques. A movimentação dos recursos deve ocorrer exclusivamente por meio eletrônico, mediante crédito em conta-corrente de fornecedores e prestadores de serviços, para que sejam identificados os favorecidos com os pagamentos efetuados.

Estabelecidas pelo Decreto nº 7.507/2011 e detalhadas pela Resolução nº 44/2011, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), As novas regras para a movimentação de recursos envolvem os programas nacionais de alimentação (Pnae), de transporte escolar (Pnate), de dinheiro direto na escola (PDDE), de inclusão de jovens (Projovem) e Brasil Alfabetizado, além do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância).

“Essa medida vai permitir melhor controle e mais transparência sobre os gastos dos recursos repassados pelo FNDE, além de facilitar a análise das prestações de contas”, disse a coordenadora-geral de execução e operação financeira do FNDE, Gina Loubach.

No caso de cheques emitidos e não compensados até esta sexta-feira, 26, estados, municípios e DF devem resgatá-los com os fornecedores para fazer o pagamento por meio eletrônico. Caso não seja possível, os débitos lançados devem ser justificados nas correspondentes prestações de contas.

Independentemente de autorização do titular da conta, o FNDE divulgará mensalmente, pela internet, os extratos das contas-correntes movimentadas por estados, DF e municípios, com a identificação dos beneficiários dos pagamentos realizados.