quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Um quinto dos adolescentes brasileiros está fora da escola, diz Unicef

Em seu primeiro relatório sobre a situação dos adolescentes brasileiros, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância na sigla em inglês) informou nesta quarta-feira (30) que 20% dos jovens entre 15 e 17 anos de idade estão fora da escola, em uma faixa etária que abrange quase todo o ensino médio. Já entre as crianças entre 6 e 14 anos de idade vivem situação bem menos crítica, com menos de 3% sem estudar.
O documento leva em conta a evolução dos indicadores sociais entre 2004 e 2009, com foco na população de 21 milhões de pessoas – o equivalente a 11% da população brasileira – entre 12 e 18 anos. De acordo com o Unicef, esse retrato é único porque “as projeções demográficas mostram que o Brasil não voltará a ter uma participação percentual tão significativa dos adolescentes no total da população”.
A representante do Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, e de seu futuro sucessor, Gary Stahl, sugeriram que o governo federal monte um plano específico no Plano Nacional de Educação para os adolescentes fora da escola, para os que correm risco de desistirem e para os retidos no ensino fundamental. A entidade também cobrou a produção de dados, estatísticas e informações sobre o grupo de 12 a 17 anos de idade.
A entidade ligada à ONU informou que dos dez indicadores avaliados entre 2004 e 2009, oito tiveram avanços, mas o de extrema pobreza retrocedeu e o de homicídios “manteve-se estável em um patamar preocupante” no ano retrasado. A taxa de mortalidade de jovens de 15 a 19 anos era de 43,2 para cada 100 mil, enquanto a média geral era de 20 homicídios/100 mil.

Questão racial

O relatório também indicou que um adolescente negro tem quase quatro vezes mais risco de ser morto que um branco. Um jovem indígena tem o triplo de chances de ser analfabeto que os adolescentes em geral. “Nós estamos aqui para desconstruir um preconceito”, disse Poirier, do Unicef. “Queremos propor um novo olhar, que reconheça que os adolescentes são um grupo em si. Não são crianças grandes, nem futuros adultos. São sujeitos, com direitos específicos.”
Com base nisso, o Unicef também sugeriu “o fortalecimento das políticas públicas universais com foco específico na adolescência e um foco ainda mais específico nos adolescentes mais desfavorecidos (adolescentes afro-brasileiros, indígenas, adolescentes com deficiência e aqueles que vivem nas comunidades populares das grandes cidades, no Semiárido e na Amazônia)”.

Português na REDE - Tire suas dúvidas

TAXADO ou TACHADO ?

1o) TAXADO vem de taxa (=tributo):

“A venda destes produtos foi TAXADA pelo governo.”

2o) TACHADO significa “acusado, considerado, qualificado, rotulado”:

“Ele foi TACHADO de ladrão.”



FLUIDO ou FLUÍDO?

“Minha dúvida é em relação à pronúncia da palavra FLUIDO, uma vez que não tem acento. Como se pronuncia corretamente? Com a sílaba tônica no “u” ou no “i”?”

1º) A palavra FLUIDO (= sem acento) é um substantivo. Devemos pronunciá-la com a sílaba tônica no “u”:

“Nesta casa, eu sinto bons FLUIDOS.”

“Acabou o FLUIDO do velho isqueiro do meu avô.”

2º) A palavra FLUÍDO (=com acento agudo no “i”) existe, mas é verbo. É o particípio do verbo FLUIR:

“Nos seus discursos, as palavras têm FLUÍDO com incrível facilidade.”

“A água tinha FLUÍDO pelo cano.”



De segunda à ou a sexta-feira?



O certo é “de segunda a sexta-feira”.

Não ocorre a crase porque não há artigo definido. Nesta frase, nós nos referimos a qualquer segunda-feira (=usamos apenas a preposição “de”) e a qualquer sexta-feira (=só existe a preposição “a”).

Se nos referíssemos a uma determinada segunda-feira e a uma determinada sexta-feira, haveria artigo definido e, consequentemente, ocorreria a crase: “O curso vai da próxima segunda à sexta-feira”.

A dica é a seguinte: “de…a (sem crase)”; “da…à (crase)”.

Observe outros exemplos:

“A reunião vai das 2h às 4h.”

“A reunião vai durar de duas a quatro horas.”

“Leia da página 5 à 10.”

“Leia de cinco a dez páginas por dia.”

“São alunos da 5a à 8a série.”



ACONTECE ou ACONTECERÁ?

“Os verbos não se conjugam mais no tempo futuro? Veja as redações abaixo: 1a) Do dia 9 a 14 de agosto ACONTECE em São Paulo a Feira Internacional; 2a) O evento, que é bianual, ACONTECE em São Lourenço.”

O leitor tem razão. Embora não seja erro, virou moda usarmos o verbo no presente como se fosse futuro. O melhor é usar o verbo no futuro: “A feira ACONTECERÁ…”, “O evento ACONTECERÁ…”

Agora, pior que usar o tempo presente como futuro é a chatíssima repetição do verbo ACONTECER. Nada mais SE REALIZA, tudo acontece. É um modismo a ser evitado. Sua excessiva repetição traduz pobreza vocabular.



COM ou CONTRA?

É frequente ouvirmos: “Brasil joga hoje à tarde COM a Holanda.”

O leitor tem alguma razão. O Brasil deve jogar CONTRA a Holanda.

É bom lembrar o velho exemplo do tênis:

1a) Se Guga vai jogar COM Meligeni, teremos um jogo de duplas. Guga e Meligeni vão jogar juntos, vão formar uma dupla.

2a) Se Guga vai jogar CONTRA Meligeni, teremos um jogo de simples. Guga e Meligeni serão adversários

Termina hoje a V edição da FILCO - Feira Interativa de Leitura e Conhecimento na Praça de Alimentação.

Na oportunidade haverá exposição de trabalhos, contação de histórias, jogos de leitura, teatro, apresentações culturais e musicais com a participação das escolas da rede municipal de ensino. Além de apresentar os projetos vivenciados ao longo do ano, a ideia também é propor cionar um momento de integração entre escola e comunidade.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Prefeito Totonho Valadares assina ordem de serviço de construção de escola

Nesta segunda-feira (28), o prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares (PSB), autoriza o serviço de construção de escola de grande porte no bairro Costa. A solenidade acontece às 08h no auditório da Secretaria de Educação com participação de equipe de Governo, lideranças e vereadores.

A nova escola atenderá as demandas de matrículas da Escola Municipal São Sebastião. Numa área de quase 7 mil metros quadrados, a unidade educacional terá 12 salas de aula, biblioteca, cantina e prédio de administração. A obra custará R$ 1.036.431,12 e será financiada com recursos próprios.


  

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

MEC vai recorrer de decisão que permite matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental

O Ministério da Educação (MEC) vai recorrer da decisão da Justiça Federal que suspendeu uma resolução que impedia a matrícula de crianças menores de 6 anos no ensino fundamental. Pela regra, estabelecida em 2010 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão vinculado à pasta, o aluno precisa ter 6 anos completos até 31 de março do ano letivo para ser matriculado no 1° ano do ensino fundamental – caso contrário deverá permanecer na educação infantil.

Segundo o CNE, o objetivo da medida é organizar o ingresso dos alunos no ensino fundamental, já que até então cada rede de ensino fixava uma regra diferente. “ Nós queremos preservar a normalidade dos sistemas de ensino para que eles possam começar o ano letivo de letivo de 2012 organizadamente”, defendeu a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. As resoluções do CNE não têm força de lei, mas servem de orientação geral para os sistemas públicos e privados de ensino.

De acordo com Pilar, 80% das redes públicas de ensino já respeitam o prazo de 31 de março. A pressão para que crianças menores de 6 anos sejam matrículas no 1° ano do ensino fundamental vem dos estabelecimentos privados. O MEC e o CNE argumentam que a criança pode ser prejudicada se ingressar precocemente no ensino fundamental. A consultoria do MEC deverá se reunir com membros do CNE no início da próxima semana para elaborar o recurso.

“A gente tem que tomar muito cuidado para que essa matrícula não vire uma disputa de mercado. E mais do que isso, que ela impeça a criança de viver plenamente a infância porque irá submetê-la às exigências do ensino fundamental como o rendimento”, disse Pilar.

A professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Stella Bortoni, disse que a ansiedade das famílias é a principal motivação para que a regra fosse contestada judicialmente. Segundo ela, muitos pais temem que seus filhos fiquem atrasados. “Essa definição de uma idade para o início do ensino fundamental não é exclusividade do Brasil, outros sistemas de ensino como o francês também utilizam. Os estudos da psicologia do desenvolvimento mostram que nessa idade [aos 6 anos] a criança atingiu uma maturidade cognitiva e motora que permitirá que ela se empenhe nas tarefas que levarão à alfabetização”.

Em sua decisão, o juiz Cláudio Kitner defendeu que a competência de cada criança precisa ser avaliada individualmente e a aptidão para o ingresso não pode ser baseada apenas no critério cronológico. Segundo ele, permitir a matrícula a uma criança que completa 6 anos em 31 de março e negar a outra que faz aniversário um mês depois fere o princípio da isonomia.

Segundo Pilar, a escola pode avaliar casos específicos de crianças que já leiam, escrevam e tenham a maturidade necessária para ingressar no ensino fundamental aos 5 anos, mas acredita que esse alunos são exceções. “Em uma rede que tem 52 milhões de alunos como a do Brasil, o CNE não pode legislar para a exceção. Nós trabalhamos com a regra. Saber ler e escrever não são as únicas habilidades necessárias que ela precisa ter. Um aluno de 5 anos pode escrever, mas não saber amarrar o sapato, ir ao banheiro sozinha, isso é parte do desenvolvimento de maturação”.

Para Stella, crianças menores de 6 anos devem ser matriculadas na educação infantil, mas lembra que essa oferta nem sempre está garantida pelo sistema público com as condições de qualidade necessárias. “Os pais acham que a criança vai perder tempo [se não ingressar no ensino fundamental], mas se ela estiver em uma pré-escola de qualidade terá um acompanhamento visando ao seu desenvolvimento cognitivo que só vai ajudá-la no momento em que ela iniciar a alfabetização. Mas para isso é preciso que toda criança tenha oportunidade de ter um bom acompanhamento a partir dos 4 anos”.

Fotos do Projeto de Leitura da Escola Domingos Teotônio 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Professores completam renda com aulas extras e venda de cosméticos

Depois de trabalhar o dia todo, Elaine vende cosméticos a domicílio para complementar salário de professora.



Acordar cedo, pegar o ônibus lotado e correr de uma escola a outra. Esta é a realidade de muitos professores no Brasil. Os quatro participantes de Conselho de classe não são exceção. Elaine deixa o filho dormindo em casa quando sai de manhã para o trabalho e só volta na hora de botar ele na cama.