quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MEC anuncia reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores; salário vai a R$ 1.567

Na tarde desta quinta-feira (10), o MEC (Ministério da Educação) divulgou o reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores de educação básica em 2013. Assim, o piso passará de R$ 1.451 a R$ 1.567.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o cálculo é feito com base no aumento do investimento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) nos últimos dois anos.

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) já tinha apontado, em estudo divulgado na quarta-feira (9), que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para a esfera municipal.

A entidade defende que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), acompanhe os valores do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).


UOL

União tem que contribuir para o cumprimento da lei do Piso dos professores

O piso nacional dos professores deve se...r reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado nesta quarta-feira (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.

Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.

Segundo a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (Democratas/TO), se atualmente muitos municípios brasileiros já não cumprem a lei do piso por falta de verba, com o reajuste, apesar de merecido, a dificuldade será ainda maior. A parlamentar reforça a necessidade da União aumentar a sua responsabilidade. “A cada um real gasto na Educação pública brasileira, a União usa apenas 20 centavos e também é a que fica com a maior parte da arrecadação de impostos. O restante é dividido entre estados e municípios. Já passou da hora do Governo Federal aumentar a sua participação nessa responsabilidade. Só assim os municípios, principalmente aqueles que dependem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), poderão cumprir a Lei do Piso”, disse Professora Dorinha.

Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido, segundo a CNM. A entidade e gestores municipais e estaduais defendem que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). (Com informações da Agência Brasil)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CARNAÍBA ENTREGA 400 TABLETS DO PROJETO CONECTANDO

Foram entregues na tarde desta terça-feira (08) em Carnaíba, 400 tablets do projeto “CONECTANDO” lançado em 2005 pelo governo do ex- prefeito Anchieta Patriota, que beneficiarão alunos do 1º ao 9º ano da rede municipal, com bom desempenho nas disciplinas português e matemática.

O evento aconteceu no pátio do Complexo Educacional Governador Miguel Arraes e contou com a presença do prefeito Zé Mário Cassiano, da primeira Dama Marluce Freire, da Secretária de Educação Josefa Rita, do Presidente da Câmara de Vereadores Júnior de Mocinha, professores, alunos e representantes da imprensa regional.

Reajuste do piso salarial do professor

Piso dos professores deve ter reajuste de 7,97%. Índice foi anunciado pela Confederação Nacional dos Municípios, mas não foi confirmado pelo Ministério da Educação.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que sobrou da sala de aula

Reflexão para um tempo de altas apostas na educação: a praga do economismo não distingue uma escola de uma fábrica de pregos.

Já foi o tempo em que a educação fazia parte do cardápio de otimismos que se costuma apresentar nas passagens de ano. No último meio século, a educação pública e gratuita, que garantira a formação de grandes nomes e grandes competências nas várias profissões, que assegurara o grande salto da sociedade escravista à sociedade moderna, foi progressivamente diminuída e até injustamente satanizada em nome de interesses que não são os do bem comum. O estado de anomia em que se encontra a educação brasileira pede, sem dúvida, a reflexão crítica dos especialistas, mas uma crítica que a situe na trama própria de tendências problemáticas da modernidade sem rumo para que seja compreendida e superada.

A educação brasileira foi atacada por três pragas que subverteram a precedência do propriamente educativo na função da escola e do processo educacional: o economismo, o corporativismo e o populismo. O economismo na educação não distingue entre uma escola e uma fábrica de pregos. A pedagogia do economismo confunde aluno com produto e trata a educação e o educador na perspectiva da produtividade, da coisa sem vida, da linha de produção. Importam as quantidades da relação custo-benefício. Não importa se da escola não sai a pessoa propriamente formada, transformada. Importam os números, os índices, os cifrões. Presenciei os efeitos dessa mentalidade na apresentação de um grupo de militantes da causa das cotas raciais perante o conselho universitário de uma das três universidades públicas de São Paulo, de que sou membro. Aliás, nenhum deles propriamente negro: "Não queremos vagas em qualquer curso; queremos em engenharia e medicina, cursos que dão dinheiro", frisaram.

Quer o governo que os royalties do pré-sal sejam destinados à educação e nem temos certeza de que isso acontecerá. Os políticos têm outras prioridades, especialmente a das urnas. Já estamos gastando o dinheiro que ainda não saiu do fundo do mar. Mas não sabemos em que esse dinheiro fará o milagre de transformar, expandir e melhorar a educação brasileira e de elevar substancialmente o nível da formação cultural das novas gerações. Dinheiro não educa. Quem educa, ainda hoje, é o educador. É inútil ter máquinas, computadores, tecnologia, maravilhas eletrônicas na sala de aula se, por trás de tudo isso, não houver um educador. Se não houver aquele ser humano especializado que faz a ligação dinâmica entre as possibilidades biográficas do educando e os valores e requisitos de um projeto de nação, a nossa comunidade de destino. Se não houver, sobretudo, a interação viva entre quem educa e quem é educado, se não houver a recíproca construção de quem ensina e de quem aprende. Se não houver a poesia deste verso de Vinicius de Moraes: "E um fato novo se viu que a todos admirava: o que o operário dizia, outro operário escutava".

O corporativismo transformou o professor de educador em militante de causa própria porque a serviço da particularidade da classe social e não a serviço da universalidade do homem. Não há dúvida de que o salário que valorize devidamente o educador e a educação é uma das premissas da revolução educacional de que carecemos. Do povoado do sertão ao câmpus universitário da metrópole, o educador tem carências que não são as carências do Fome Zero. Educação não é farinha de mandioca. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê", dizia Monteiro Lobato, em relação a um item da cesta básica do educador. Fome de educador não é fome de demagogo nem pode ser. Privá-lo dos meios para se educar, reeducar e poder educar é desnutri-lo.

A partidarização de todos os âmbitos da sociedade brasileira, até da religião, levou para dentro da educação os pressupostos da luta de classes. O militante destruiu o educador, drenou da educação a seiva vital que lhe é necessária para ser instrumento de socialização, de renovação e de criação social. A educação só o é na perspectiva dos valores da universalidade do homem, como instrumento de humanização e não como instrumento de segregação e de polarização ideológica, instrumento do que separa e não instrumento do que junta. Na escola, a ideologia desconstrói a escola em nome do que a escola não é.

O populismo, por sua vez, transformou a educação em meio de barganha política, instrumento de dominação, falsificação de direitos em nome de privilégios. O direito que nega a universalidade do homem nega-se como direito. Pela orientação populista, o importante não é que saiam da escola alunos bem formados, capazes de superações, gente a serviço do País. Nas limitações desse horizonte, o importante é que da escola saiam votos, obediências, o ser carneiril das sujeições, e não o cidadão das decisões.

A escola vem sendo derrotada todos os dias, do jardim da infância à universidade, pela educação difusa e extraescolar dos poderosos meios de produção e difusão do conhecimento que já não estão nas mãos do educador. A escola é cada vez mais resíduo de poderes e vontades que estão longe da sala de aula.


José de Souza Martins - O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Investimento em educação

Segundo Assessoria de Imprensa, a educação municipal de Afogados receberá R$ 1.758.514,18 de investimentos. Os recursos são frutos de projetos encaminhados pela Secretaria Municipal de Educação ao Ministério da Educação.

O montante é para aquisição de cinco ônibus escolares, 2.028 peças de mobiliário para as escolas, entre cadeiras e mesas, 52 quadros de sala de aula digital e 238 aparelhos eletrônicos, como ventilador e ar condicionado.

Parte do valor também será destino para o início da construção de uma creche no bairro Sobreira, beneficiando também São Cristóvão e São Braz.

A unidade infantil atenderá 224 crianças. A obra, além de preparar os alunos para o processo de alfabetização, ainda vai beneficiar as mães trabalhadoras residentes nas localidades.

ARCOVERDE É PRIMEIRA CIDADE COM LOUSAS DIGITAIS‏ NA REDE MUNICIPAL

Com um investimento de, aproximadamente R$ 500 mil, Arcoverde será a primeira cidade do Estado a instalar Lousas Digitais nos 29 estabelecimentos de ensino da rede, dentro do projeto Escola do Futuro.

A entrega solene aconteceu no Centro de Ensino Jonas Freitas, na Boa Vista. Para a secretária de Educação, Cultura e Esportes, Angélica Patrícia, o evento marca o avanço da área nesses oito anos da gestão do prefeito Zeca.

“Em Educação, planta-se com dificuldade e colhe-se com paciência e hoje já estamos colhendo”, explicou a secretária, que ouviu o testemunho emocionado de várias professoras, coordenadoras e diretoras, que agradeceram também pela oportunidade de se especializar e oferecer mais ao alunado do município.

A tecnologia possui o sistema Touch Screen, onde o docente pode tocar no quadro e clicar no ícone de sua preferência ou com a própria caneta do aparelho escrever textos manuscritos e depois escolher tipo de fonte e cor, além de projetar imagens, textos e até jogos interativos.


Por Nill Júnior