quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PATRIOTA APRESENTA PLANO DE METAS PARA A EDUCAÇÃO NOS PRIMEIROS 100 DIAS DE GESTÃO

  1. Fardamento escolar para mais de 5 mil alunos 
  2. Internet em todas as escolas que tenham laboratório de informática 
  3. Implantação de Sistema de monitoramento dos indicadores educacionais  
  4. Criação do Sistema de Avaliação Educacional

sábado, 12 de janeiro de 2013

AFOGADOS: PREFEITO PATRIOTA PAGA SALÁRIO ATRASADO DOS PROFESSORES ATÉ MARÇO

Justificando que o atraso do pagamento dos professores da rede municipal em Afogados da Ingazeira se deu porque o Governo Federal no dia 28 de dezembro reduziu o custo aluno de 2.096,00 para 1.867,00, causando um prejuízo de mais de um milhão aos cofres da municipalidade, o Prefeito José Patriota anunciou o pagamento da categoria.

Falando ao Programa Rádio Vivo na manhã deste sábado, o Prefeito afogadense disse que por não poder utilizar recursos do Fundeb vai tirar leite de pedra. Já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal 254 mil reais para pagamento dos professores dos anos iniciais, educação infantil, Centro de Excelência Dom Mota e os contratados da Educação Infantil. Totalizando 149 professores.

No dia 11 de fevereiro serão liberados 231 mil reais atendendo 113 professores dos anos finais, contratados dos anos iniciais e finais, readaptados, e de função efetiva gratificada. E finalmente no dia 12 de março serão liberados mais 450 mil para pagamento dos professores da equipe técnica, e Ipsmai num total de 143.

Anchieta Santos

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MEC anuncia reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores; salário vai a R$ 1.567

Na tarde desta quinta-feira (10), o MEC (Ministério da Educação) divulgou o reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores de educação básica em 2013. Assim, o piso passará de R$ 1.451 a R$ 1.567.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o cálculo é feito com base no aumento do investimento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) nos últimos dois anos.

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) já tinha apontado, em estudo divulgado na quarta-feira (9), que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para a esfera municipal.

A entidade defende que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), acompanhe os valores do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).


UOL

União tem que contribuir para o cumprimento da lei do Piso dos professores

O piso nacional dos professores deve se...r reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado nesta quarta-feira (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.

Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.

Segundo a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (Democratas/TO), se atualmente muitos municípios brasileiros já não cumprem a lei do piso por falta de verba, com o reajuste, apesar de merecido, a dificuldade será ainda maior. A parlamentar reforça a necessidade da União aumentar a sua responsabilidade. “A cada um real gasto na Educação pública brasileira, a União usa apenas 20 centavos e também é a que fica com a maior parte da arrecadação de impostos. O restante é dividido entre estados e municípios. Já passou da hora do Governo Federal aumentar a sua participação nessa responsabilidade. Só assim os municípios, principalmente aqueles que dependem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), poderão cumprir a Lei do Piso”, disse Professora Dorinha.

Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido, segundo a CNM. A entidade e gestores municipais e estaduais defendem que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). (Com informações da Agência Brasil)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

CARNAÍBA ENTREGA 400 TABLETS DO PROJETO CONECTANDO

Foram entregues na tarde desta terça-feira (08) em Carnaíba, 400 tablets do projeto “CONECTANDO” lançado em 2005 pelo governo do ex- prefeito Anchieta Patriota, que beneficiarão alunos do 1º ao 9º ano da rede municipal, com bom desempenho nas disciplinas português e matemática.

O evento aconteceu no pátio do Complexo Educacional Governador Miguel Arraes e contou com a presença do prefeito Zé Mário Cassiano, da primeira Dama Marluce Freire, da Secretária de Educação Josefa Rita, do Presidente da Câmara de Vereadores Júnior de Mocinha, professores, alunos e representantes da imprensa regional.

Reajuste do piso salarial do professor

Piso dos professores deve ter reajuste de 7,97%. Índice foi anunciado pela Confederação Nacional dos Municípios, mas não foi confirmado pelo Ministério da Educação.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que sobrou da sala de aula

Reflexão para um tempo de altas apostas na educação: a praga do economismo não distingue uma escola de uma fábrica de pregos.

Já foi o tempo em que a educação fazia parte do cardápio de otimismos que se costuma apresentar nas passagens de ano. No último meio século, a educação pública e gratuita, que garantira a formação de grandes nomes e grandes competências nas várias profissões, que assegurara o grande salto da sociedade escravista à sociedade moderna, foi progressivamente diminuída e até injustamente satanizada em nome de interesses que não são os do bem comum. O estado de anomia em que se encontra a educação brasileira pede, sem dúvida, a reflexão crítica dos especialistas, mas uma crítica que a situe na trama própria de tendências problemáticas da modernidade sem rumo para que seja compreendida e superada.

A educação brasileira foi atacada por três pragas que subverteram a precedência do propriamente educativo na função da escola e do processo educacional: o economismo, o corporativismo e o populismo. O economismo na educação não distingue entre uma escola e uma fábrica de pregos. A pedagogia do economismo confunde aluno com produto e trata a educação e o educador na perspectiva da produtividade, da coisa sem vida, da linha de produção. Importam as quantidades da relação custo-benefício. Não importa se da escola não sai a pessoa propriamente formada, transformada. Importam os números, os índices, os cifrões. Presenciei os efeitos dessa mentalidade na apresentação de um grupo de militantes da causa das cotas raciais perante o conselho universitário de uma das três universidades públicas de São Paulo, de que sou membro. Aliás, nenhum deles propriamente negro: "Não queremos vagas em qualquer curso; queremos em engenharia e medicina, cursos que dão dinheiro", frisaram.

Quer o governo que os royalties do pré-sal sejam destinados à educação e nem temos certeza de que isso acontecerá. Os políticos têm outras prioridades, especialmente a das urnas. Já estamos gastando o dinheiro que ainda não saiu do fundo do mar. Mas não sabemos em que esse dinheiro fará o milagre de transformar, expandir e melhorar a educação brasileira e de elevar substancialmente o nível da formação cultural das novas gerações. Dinheiro não educa. Quem educa, ainda hoje, é o educador. É inútil ter máquinas, computadores, tecnologia, maravilhas eletrônicas na sala de aula se, por trás de tudo isso, não houver um educador. Se não houver aquele ser humano especializado que faz a ligação dinâmica entre as possibilidades biográficas do educando e os valores e requisitos de um projeto de nação, a nossa comunidade de destino. Se não houver, sobretudo, a interação viva entre quem educa e quem é educado, se não houver a recíproca construção de quem ensina e de quem aprende. Se não houver a poesia deste verso de Vinicius de Moraes: "E um fato novo se viu que a todos admirava: o que o operário dizia, outro operário escutava".

O corporativismo transformou o professor de educador em militante de causa própria porque a serviço da particularidade da classe social e não a serviço da universalidade do homem. Não há dúvida de que o salário que valorize devidamente o educador e a educação é uma das premissas da revolução educacional de que carecemos. Do povoado do sertão ao câmpus universitário da metrópole, o educador tem carências que não são as carências do Fome Zero. Educação não é farinha de mandioca. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê", dizia Monteiro Lobato, em relação a um item da cesta básica do educador. Fome de educador não é fome de demagogo nem pode ser. Privá-lo dos meios para se educar, reeducar e poder educar é desnutri-lo.

A partidarização de todos os âmbitos da sociedade brasileira, até da religião, levou para dentro da educação os pressupostos da luta de classes. O militante destruiu o educador, drenou da educação a seiva vital que lhe é necessária para ser instrumento de socialização, de renovação e de criação social. A educação só o é na perspectiva dos valores da universalidade do homem, como instrumento de humanização e não como instrumento de segregação e de polarização ideológica, instrumento do que separa e não instrumento do que junta. Na escola, a ideologia desconstrói a escola em nome do que a escola não é.

O populismo, por sua vez, transformou a educação em meio de barganha política, instrumento de dominação, falsificação de direitos em nome de privilégios. O direito que nega a universalidade do homem nega-se como direito. Pela orientação populista, o importante não é que saiam da escola alunos bem formados, capazes de superações, gente a serviço do País. Nas limitações desse horizonte, o importante é que da escola saiam votos, obediências, o ser carneiril das sujeições, e não o cidadão das decisões.

A escola vem sendo derrotada todos os dias, do jardim da infância à universidade, pela educação difusa e extraescolar dos poderosos meios de produção e difusão do conhecimento que já não estão nas mãos do educador. A escola é cada vez mais resíduo de poderes e vontades que estão longe da sala de aula.


José de Souza Martins - O Estado de S. Paulo