sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Opinião!!

Depois de levar um Projeto sobre uso de Tablets e Notebooks Híbridos na sala de aula para a Microsoft Corp., em Redmond, EUA, em 2011, esse ano irei aprofundar esse estudo com as diferentes plataformas: iOS (Apple iPad), Android (Galaxy Tab) e Windows 8.

Agora o debate da moda, como indica o artigo, é sobre os "analfabetos digitais" X "ignorantes pedagógicos".

Nesse debate ainda resta espaço para os PhD (Philosophy Doctor) especialistas em IDEB, espalhados pelas esquinas. Todos online, claro, em suas zonas FreeWiFi, mas sem se aprofundar, de fato, nas ondas da cibercultura. Navegam usando coletes salva-vidas, ou se prendem às suas bóias, para sempre trazê-las à tona. E navegam seguros, especialistas, ignorantes e analfabetos.


Cláudia Almeida

Professores analfabetos digitais?

Para Aloizio Mercadante, eles são e precisam aprender a usar tablets para acompanhar a nova geração. O ministro está sendo simplista e fascinado pela tecnologia

O ministro da Educação Aloizio Mercadante anda tão encantado pela alta tecnologia, que pode colocar os alunos brasileiros em risco de completa imbecilização.


A tecnologia é obviamente fascinante e tem o poder de hipnotizar as multidões, quanto mais seus autoassumidos líderes. Mercadante, cuja formação não é em Pedagogia e sim em Economia (seria, então, um "ignorante pedagógico"?), parece ser mais uma presa da narcose e a alienação tecnológicas que assolam o Brasil e o mundo. Isso tem sido rotina no campo das artes e dos espetáculos: ninguém escapa de usar os novos aparelhos e de mergulhar nos smartphones, feito o personagem Gollum eletrizado (e destruído) pelo precioso anel que achou por acaso. No entanto, quando se trata da formação de jovens, eleger a tecnologia como a panaceia universal afigura-se como o mais deprimente desastre.

Vou tentar analisar as novas ideias do ministro e assim demonstrar que ele está fadado a cometer o maior equívoco de sua carreira: tomar os professores por ignorantes e jogar os alunos no poço dos leões da tecnologia da informação, confundindo-a com a solução final da educação. Por fim, vou aconselhar o ministro (que pretensão, mas não posso evitar) a adotar uma estratégia menos devastadora para capacitar os professores e seus alunos. Não que isso pareça preocupar o ministro. Ele, pelo jeito, só quer brilhar com um discurso que pensa ser “inovador”.

Comecemos pelo discurso que Mercadante fez na terça-feira em São Paulo. Ele afirmou que os professores brasileiros não passam de “analfabetos digitais”. Ele argumenta que os professores precisam aprender o abecedário da informática para acompanhar a nova geração - esta, sim. formada em tecnologia da informação e, por conseguinte, mais apta a conhecer e interpretar o mundo contemporâneo. Baseado nessa “verdade”, anunciou que, para começar o processo, seu ministério irá distribuir dezenas de milhares de tablets aos professores da rede pública de todo o Brasil para solucionar o “déficit digital” das hordas autóctones de educadores que infelizmente povoam o Brasil com sua falta de conhecimento.

>> Salman Khan: "A sala de aula é um lugar para discutir"

Ou bem Mercadante está sendo um inocente útil, ou tem coisa aí. Ele proferiu seu discurso ao lado do professor americano Salman Khan, fundador da Khan Academy, que oferece pelo site YouTube aulas em cinco idiomas, inclusive em português e estava no evento para divulgar sua instituição. É o que Khan denomina “a maior sala de aula do mundo”. No seu livro recém-lançado no Brasil, Um mundo, uma escola – a educação reinventada (Intrínseca, 256 páginas, R$ 24,90, e-book: 19,90), Khan faz uma afirmação sedutora. Diz que não vê motivo econômico “para que estudantes do mundo inteiro não tenham acesso às mesmas lições que os filhos de Bill Gates”. Diz além: “Quando se trata de educação, nãos e deve temer a tecnologia, mas acolhê-la. Usadas com sabedoria e sensibilidade, aulas com auxílio de computadores podem realmente dar oportunidade aos professores de ensinarem mais e permitir que a sala de aula se torne uma oficina de ajuda mútua, em vez de escuta passiva”.

São ideias razoáveis, mas soam superficiais, boas demais para ser verdade. A impressão é de que Khan atua como um daqueles vendedores de xarope do Velho Sul (ele é da Louisiana), prometendo milagres aos indígenas e aos broncos dos vilarejos. E que usa Mercadante para vender seu sistema de ensino, como qualquer outro representante comercial de editora didática ou de cursinho. Se ele conseguir um contrato do governo, vai ficar mais rico que o ilustrador e escritor Ziraldo (cujos cartuns infantojuvenis são adotados do Oiapoque ao Chuí como de fossem obras didática), distribuindo seu produto miraculoso para centenas de milhões de escolas. Mas pode ser impressão.

Nosso ministro da Educação está embarcando no conto de Khan. Tomara que ele esteja certo e aconteça uma revolução educacional – e cultural – no Brasil. Não acredito em milagres. Os grandes projetos estruturais de educação nas nações mais desenvolvidas – como Estados Unidos, Inglaterra, Suécia e França – se constroem a partir de bases sólidas de pesquisa e desenvolvimento das várias disciplinas. Contam com o apoio governamental para formar educadores e dar oportunidade aos alunos. Reúnem corpos docentes e dicentes em ambientes de interação e toca de ideias e pesquisas.

Não há, portanto, segredo para um projeto de educação eficiente: trata-se de consolidar o conhecimento com todos os meios disponíveis, inclusive os digitais. É nisso que Mercadante poderia pensar. Mas ele parece ter pressa em distribuir tablets para os que ele chama de “analfabetos”. Dessa forma, mesmo sem querer e com a melhor das intenções, poderá transformar transformar a rede pública de ensino em um gigantesco centro de diversões eletrônicas, em uma mega-lan-house. Tenho experiência nos efeitos que o uso dos gadgets digitais – como smartphones, laptops e tablets – provocam nos jovens: em vez de virar ferramentas de aprendizado, tornam-se veículos de fuga, distração e diversão. Em vez de estudo, videogames e redes sociais. Basta experimentar ler um livro em um tablet: a tentação é de fazer tudo menos ler. Os aparelhos digitais de ponta, até hoje, só arrancaram os estudantes de suas tarefas. Não conheço solução para isso até este momento. E agora os professores vão se converter em consumidores de aplicativos. Vão se viciar em joguinhos eletrônicos, em pesquisar qualquer coisa no Google e em atualizar seus status no Facebook – alguns já fazem isso há algum tempo. Um dia teremos saudades dos tempos em que eram “analfabetos digitais”, mas alfabetizados no conhecimento.

Espero que Mercadante desperte de seu estado de torpor informacional. Tenho vontade de sussurrar ao seu ouvido: “Ministro, acorde!” De uma vez por todas, não são os tablets, os celulares e outras traquitanas digitais que vão alfabetizar e transformar alguém. A solução será promover uma revolução nos currículos, na formação e nos sistemas e no modo como encaramos o conhecimento. Antes de combater o tal “analfabetismo digital”, é preciso erradicar o escandaloso analfabetismo funcional de muitos brasileiros. O resto é enganação. Meus queridos mestres, continuem assim, analógicos e offline. É melhor ser ignorante digital que geek idiota.

  Luís Antônio Giron

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Educação básica: Professor americano defende a revisão do sistema de ensino


Em seminário realizado na manhã desta quarta-feira, 16, no Ministério da Educação, o professor norte-americano Salman Khan disse ser necessário rever o funcionamento do sistema educacional. De acordo com Khan, o sistema tradicional de ensino baseia-se em reunir crianças da mesma idade e fazê-las aprender no mesmo ritmo. A mudança deve estar na forma de ensino.

“Precisamos rever como o sistema educacional funciona”, disse. “As provas identificam o grau de domínio do estudante sobre um conteúdo, mas logo se passa para o próximo tópico, sem cobrir as lacunas deixadas no anterior.” O professor salienta que, dessa forma, chega um momento em que o estudante passa a não entender novos conteúdos.

Fundador da Khan Academy, organização sem fins lucrativos com mais de 3,8 mil videoaulas gratuitas postadas na internet, Salman Khan foi recebido pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante e participou, no MEC, de seminário sobre educação digital. Para o professor, que tem três graduações pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e MBA (master of business administration) pela Harvard Business School, a tecnologia não assume papel de substituição de professor, mas uma função complementar na sala de aula. “Pode parecer paradoxal, mas as experiências com a tecnologia permitem que os professores tenham mais tempo para atender a individualidade dos alunos”, afirmou.

Com mais de 6 milhões de acessos mensais, a Khan Academy oferece videoaulas de ciências como matemática, física, química e biologia, além de tópicos de humanidades, como história e história da arte, ciências da computação e economia. Os vídeos, traduzidos em dez idiomas, entre eles o português, estão disponíveis gratuitamente no Portal do Professor do Ministério da Educação.

Tablets — De acordo com Mercadante, o conteúdo de matemática, física, química e biologia traduzido para o português será liberado a professores da rede pública por meio de tablets e, às escolas, nos laboratórios de informática. As aulas estão disponíveis na internet para os estudantes.

Para o ministro, a metodologia apresentada por Khan pode ser assimilada pelas escolas em tempo integral do programa Mais Educação. “Podemos usar essa experiência no contraturno, permitindo o reforço pedagógico, o aprendizado individualizado, e avançar no processo de formação das crianças”, afirmou.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PATRIOTA APRESENTA PLANO DE METAS PARA A EDUCAÇÃO NOS PRIMEIROS 100 DIAS DE GESTÃO

  1. Fardamento escolar para mais de 5 mil alunos 
  2. Internet em todas as escolas que tenham laboratório de informática 
  3. Implantação de Sistema de monitoramento dos indicadores educacionais  
  4. Criação do Sistema de Avaliação Educacional

sábado, 12 de janeiro de 2013

AFOGADOS: PREFEITO PATRIOTA PAGA SALÁRIO ATRASADO DOS PROFESSORES ATÉ MARÇO

Justificando que o atraso do pagamento dos professores da rede municipal em Afogados da Ingazeira se deu porque o Governo Federal no dia 28 de dezembro reduziu o custo aluno de 2.096,00 para 1.867,00, causando um prejuízo de mais de um milhão aos cofres da municipalidade, o Prefeito José Patriota anunciou o pagamento da categoria.

Falando ao Programa Rádio Vivo na manhã deste sábado, o Prefeito afogadense disse que por não poder utilizar recursos do Fundeb vai tirar leite de pedra. Já estão disponíveis na Caixa Econômica Federal 254 mil reais para pagamento dos professores dos anos iniciais, educação infantil, Centro de Excelência Dom Mota e os contratados da Educação Infantil. Totalizando 149 professores.

No dia 11 de fevereiro serão liberados 231 mil reais atendendo 113 professores dos anos finais, contratados dos anos iniciais e finais, readaptados, e de função efetiva gratificada. E finalmente no dia 12 de março serão liberados mais 450 mil para pagamento dos professores da equipe técnica, e Ipsmai num total de 143.

Anchieta Santos

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

MEC anuncia reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores; salário vai a R$ 1.567

Na tarde desta quinta-feira (10), o MEC (Ministério da Educação) divulgou o reajuste de 7,97% no piso salarial dos professores de educação básica em 2013. Assim, o piso passará de R$ 1.451 a R$ 1.567.

Segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o cálculo é feito com base no aumento do investimento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) nos últimos dois anos.

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) já tinha apontado, em estudo divulgado na quarta-feira (9), que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para a esfera municipal.

A entidade defende que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), acompanhe os valores do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).


UOL

União tem que contribuir para o cumprimento da lei do Piso dos professores

O piso nacional dos professores deve se...r reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado nesta quarta-feira (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.

Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.

Segundo a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (Democratas/TO), se atualmente muitos municípios brasileiros já não cumprem a lei do piso por falta de verba, com o reajuste, apesar de merecido, a dificuldade será ainda maior. A parlamentar reforça a necessidade da União aumentar a sua responsabilidade. “A cada um real gasto na Educação pública brasileira, a União usa apenas 20 centavos e também é a que fica com a maior parte da arrecadação de impostos. O restante é dividido entre estados e municípios. Já passou da hora do Governo Federal aumentar a sua participação nessa responsabilidade. Só assim os municípios, principalmente aqueles que dependem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), poderão cumprir a Lei do Piso”, disse Professora Dorinha.

Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido, segundo a CNM. A entidade e gestores municipais e estaduais defendem que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). (Com informações da Agência Brasil)