quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Serra: Educação vai lançar o projeto "EDUCAÇÃO DIGITAL"



Os professores da rede municipal de Serra Talhada vão receber notebook da Secretaria de Educação do Município. A notícia foi transmitida pelo prefeito Luciano Duque nesta quarta-feira (02).
Segundo o prefeito, o deputado federal Pedro Eugêncio (PT) colocou emenda para liberação de R$ 1 milhão que será usado para os projeto “Educação Digital” e “Tocando em frente”, da Secretaria de Educação de Serra Talhada (SEST). O recurso será liberado pelo Ministério da Cultltura e deixou animado o secretário Edmar Júnior que já começa a se mobilizar para captação do recurso..
“Vamos tirar do papel projetos que tínhamos e que estavam esperando apenas este momento” , anuncia Edmar. Através do projeto “Educação Digital”  a SEST vai adquirir 404 Notebooks que serão distribuídos com todos os professores efetivos e em regência da rede municipal de ensino e vai também adquirir computadores para secretarias das principais escolas.
Para o secretário é necessário que a educação municipal acompanhe a evolução da informática, “nossos professores precisam ficar antenados com toda evolução da tecnologia. Vivemos um novo tempo e precisamos repassar os conhecimentos para os alunos, assim como nossa escolas devem estar plugadas nestes novos tempos, não podemos ficar parados”, justifica o secretário.
Já o projeto “Tocando em Frente”, busca adquirir instrumentos para suprir e formar bandas marciais em diversas escolas do município. “Através das bandas marciais envolvemos os alunos ainda mais com a escola, e não apenas o aluno como seus familiares, que participam de atividades cívicas e cria um vínculo afetivo com o ambiente escolar, além de muitas vezes fazer-se despertar vocações”, diz Edmar Júnior, segundo ele, a secretaria recebe diversos pedidos de diretores, tanto para reposição de instrumentos como para formação de bandas em suas unidades.
De acordo com as informações do secretário cabe a sua secretaria agora apenas cadastrar o projeto, o que estará sendo feito até no máximo o início da próxima semana. Acredita ele que até o final do ano estes recursos já estejam disponível e assim os dois projetos já em andamento.
“Já tomamos a iniciativa de fazer levantamento do preço de todo material. Queremos encerrar o ano comemorando mais este feito, e tudo isso graças aos esforços e a atenção especial do prefeito Luciano Duque que vem buscando junto aos seus parceiros, captar recursos para nosso município”. Declarou Júnior.

Fonte: http://nilljunior.com.br/blog/

segunda-feira, 30 de setembro de 2013


sábado, 28 de setembro de 2013

43% dos alunos ‘alfabetizados’ não sabem ler


Eu costumo usar as palavras rico, grandioso e solidário pra fazer referencia ao Brasil, mas isso é só uma fala.

A verdade é que vivemos num país onde extraordinários 43% dos alfabetizados não sabem ler, mais de 50% dos municípios não possuem esgoto tratado e 1/3 das Câmaras, Assembleias e Congresso Nacional estão nas mãos de processados ou condenados em alguma instância do poder judiciário.

Como dar jeito em um país desse?


Chatice crônica 

“Parei minha moto no shopping, roubaram a tampa da válvula do pneu. Tinha uma ótima tesoura Tramontina para tosar meus cachorros, mas alguém a trocou por uma de pior qualidade. O médico me mandou tirar radiografia desnecessária só para gastar dinheiro do plano de saúde. Minha revista semanal sumiu na portaria do prédio…”
A prosaica semana de um leitor carioca de um bairro de classe média, tão banal e parecida com a de milhões de brasileiros, mostra como o roubo e a sem-vergonhice estão arraigados na nossa cultura, atrasando o crescimento do nosso IDH, por mais que se invista em educação, tecnologia e infraestrutura. Mas não estamos condenados a essa cultura que privilegia a mentira e a fraude, que aos poucos vai cedendo aqui e ali por força da lei, da policia e da Justiça, e aos trancos e barrancos o Brasil vai melhorando.
Há quem acredite que o Brasil está rico, poderoso, soberano, solidário, mas 43% dos alfabetizados não sabem ler, mais da metade das cidades não tem esgoto tratado, 1/3 das Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional estão nas mãos de processados ou condenados pela Justiça. O que esperar dessa gente?
Ao contrário da cultura legal anglo-saxônica — baseada no pressuposto que o cidadão está dizendo a verdade e sabe que vai sofrer graves consequências se não estiver —, no Brasil a ideia básica é que, em principio, todos podem, e devem, estar mentindo, daí a necessidade de tantas exigências de provas e documentos e assinaturas e autorizações e controles e fiscalizações, que aumentam a burocracia e, com ela, a corrupção. Somos o país do “minto, logo, existo”.
Só aqui há documentos que precisam de “firma reconhecida” e outros que exigem a presença física no cartório, como se umas fossem “sérias” e outras não, mas as fraudes não diminuem. Por essas e outras abrir uma empresa no Brasil leva vinte vezes mais tempo do que nos Estados Unidos ou no Chile.
A verdade, caros leitores, é que são vícios crônicos inspirando uma crônica chata, resultado de muito trabalho vão e de um grande esforço para não falar do mensalão. Paciência, semana que vem melhora.
No Brasil a ideia básica é que, em principio, todos podem, e devem, estar mentindo. Somos o país do minto, logo, existo”.



 Texto de Nelson Motta publicado no Jornal O Globo*

Taxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Educação: Dados do analfabetismo no Brasil



Reviravolta no PNE

Agilidade da aprovação do relatório na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania divide opiniões; especialistas afirmam que novo texto desresponsabiliza a União com o financiamento.

Quem acompanha a tramitação do Plano Nacional de Educação, discutido desde 2010, certamente ficou surpreso ao ver o andamento da matéria acelerar no Senado no mês de setembro. A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou o relatório do senador Vital do Rego ao projeto do PNE 2011-2020. O texto recebeu somente um voto contrário, do senador Randolfe Rodrigues (PSOL/Amapá). Agora, o projeto, que mantém na redação os 10% do PIB para a Educação, está a apenas uma etapa da votação no plenário: em novembro deste ano, o PNE deve passar pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), cujo relator será o senador Álvaro Dias (PSDB/PR).

 Diante de uma discussão que já dura três anos, a agilidade do Congresso no segundo semestre de 2013 para apresentar e aprovar a atual redação dividiu opiniões. Algumas entidades sindicais comemoraram pela retomada da pauta. Mas muitas outras se posicionaram publicamente contra o relatório aprovado na CCJ, pois ele manteria a desresponsabilização da União com o financiamento do PNE. É o caso da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que representa dez associações, entre elas a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Segundo Daniel Cara, coordenador da Campanha, aprovar o PNE como ele está é aprovar um plano sem utilidade. "A CE vai fazer mais um relatório, que pode ser melhor ou pior do que o texto aprovado pela CCJ e, mesmo que seja melhor, o governo pode pedir que siga para a votação no plenário a redação aprovada na CCJ", explica. "Vamos tentar pautar a CE sobre os equívocos do documento da CCJ", acrescenta.

Para Luiz Araújo, mestre em políticas públicas e professor da UnB, a possibilidade de o texto aprovado em setembro ser escolhido pelo governo para a votação em plenário é grande. Em seu blog na revista Escola Pública, Araújo explica que o relatório do senador Vital do Rego retira a Estratégia 20.8, que determinava a complementação da União para conseguir viabilizar o Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi) - mecanismo definido pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação para ser referência de padrão mínimo de qualidade na Educação Básica.
Atualmente, o CAQi aguarda a homologação do MEC para se tornar uma Resolução. De acordo com uma nota técnica publicada pela Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação (Fineduca), a supressão dessa parte do texto também tira do Estado a responsabilidade pela expansão do ensino técnico profissionalizante de nível médio (Meta 11) e pela educação superior (Meta 12).  
Araújo também analisa que o texto deixa clara a inclusão do setor privado nos subsídios, bolsas, isenções fiscais e financiamento estudantil previstos nos 10% do PIB para a Educação, contrariando a redação aprovada na Câmara dos Deputados, que destinava o percentual somente para o ensino oferecido na rede pública.
Sobre a meta 4, que trata da universalização do acesso à educação para crianças e jovens com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o texto atual afirma que se deve assegurar "o atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino". Araújo avalia que a redação enfraquece a prioridade de atendimento inclusivo e cede à pressão de entidades que se dedicam a crianças e adolescentes deficientes, como as Apaes.

 revistaeducacao.uol.com.b