quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Educação no Brasil: Crianças comem mistura de café e farinha em creches do Maranhão


Em São Luís, mais de cem creches comunitárias estão sobrevivendo de doações desde o início do ano. Elas são administradas por associações de bairros e estão sem receber sua principal fonte de recursos desde o início do ano: a verba do Fundeb, que é repassada para a prefeitura redistribuir entre as entidades.
A prefeitura alega que as creches não entregaram a documentação exigida por lei para liberação do dinheiro. Há 10 meses os professores não recebem salário e as crianças não têm comida.
No início da semana, um flagrante mostra imagens de crianças comendo uma mistura de café com farinha para matar a fome. Mais de cem mil crianças são atendidas pelas creches comunitárias na capital maranhense.

domingo, 6 de outubro de 2013

CONVERSA FIADA: Ministro destaca desafio de preparar o país para mundo do conhecimento

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta sexta-feira, 4, que “nosso grande desafio é preparar o Brasil para a sociedade do conhecimento”, durante o seminário Brasil em Perspectiva, promovido pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXl, na faculdade de economia da Universidade de Campinas (Unicamp), naquela cidade paulista. O evento também contou com a presença do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, entre outros economistas.

Mercadante destacou os avanços do governo nos últimos anos na área da educação, desde a pré-escola até a pós-graduação, o que, segundo ele, é fundamental para estimular a produtividade brasileira. O ministro disse que o Pacto pela Educação na Idade Certa, programa do governo federal para fazer com que todas as crianças saibam ler, escrever e interpretar um texto até os oito anos de idade, conta com 310 mil alfabetizadores e o apoio de 38 universidades.

Ele destacou o crescimento das matrículas no ensino médio e, no ensino superior, a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que já matriculou 4,6 milhões de alunos em pouco mais de 2,5 anos. Mercadante também citou a concessão de 53,5 mil bolsas do programa Ciência sem Fronteiras e a politica de cotas para o ingresso em universidades federais, que neste ano destina, pelo menos, 12,5% das vagas para estudantes de escolas publicas.

O ministro ainda reiterou a importância da vinculação dos royalties do petróleo para a educação, como forma de criar um mecanismo sustentável de financiamento para a educação.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Brasil é um dos países que menos respeita professor, diz estudo

Índice de status dos professores foi publicado pela primeira vez. China é país que mais valoriza professor; Israel é o que menos.

  O Brasil ficou em penúltimo lugar em um índice divulgado nesta quinta-feira (3) pela fundação internacional Varkey Gems que mostra, pela primeira vez, o status que os professores têm em seu país. Segundo o estudo, que fez uma pesquisa quantitativa com mil entrevistados por país analisado, o Brasil só fica atrás de Israel na pior valorização do professor.

O estudo analisou a questão em 21 países - escolhidos pela sua melhor participação no Terceiro Estudo Internacional de Matemática e Ciências e no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - e apresenta resultados sobre o status do professor, a percepção de recompensa recebida pelo profissional e o controle e organização do setor de ensino. 
De acordo com a pesquisa, China, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Grécia respeitam mais seus professores do que todos os outros países europeus e anglo-saxões analisados. No Brasil, menos 20% dos entrevistados responderam que encorajariam seus filhos a serem professores. Já na Coreia do Sul, a porcentagem é superior a 40%.
Já em relação a confiança de que o professor é capacitado para dar uma boa educação aos alunos, o Brasil foi o que mais respondeu que sim, seguido da Finlândia.
Em relação à comparação de profissões, Estados Unidos, Brasil e Turquia pensam que ensinar lembra o ofício de um bibliotecário. Já na China, a profissão é mais comparada a de médico.
Sobre o salário, em 95% dos países analisados as pessoas acham que os professores deveriam ganhar mais do que o tanto que acreditam que eles recebem por mês.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Serra: Educação vai lançar o projeto "EDUCAÇÃO DIGITAL"



Os professores da rede municipal de Serra Talhada vão receber notebook da Secretaria de Educação do Município. A notícia foi transmitida pelo prefeito Luciano Duque nesta quarta-feira (02).
Segundo o prefeito, o deputado federal Pedro Eugêncio (PT) colocou emenda para liberação de R$ 1 milhão que será usado para os projeto “Educação Digital” e “Tocando em frente”, da Secretaria de Educação de Serra Talhada (SEST). O recurso será liberado pelo Ministério da Cultltura e deixou animado o secretário Edmar Júnior que já começa a se mobilizar para captação do recurso..
“Vamos tirar do papel projetos que tínhamos e que estavam esperando apenas este momento” , anuncia Edmar. Através do projeto “Educação Digital”  a SEST vai adquirir 404 Notebooks que serão distribuídos com todos os professores efetivos e em regência da rede municipal de ensino e vai também adquirir computadores para secretarias das principais escolas.
Para o secretário é necessário que a educação municipal acompanhe a evolução da informática, “nossos professores precisam ficar antenados com toda evolução da tecnologia. Vivemos um novo tempo e precisamos repassar os conhecimentos para os alunos, assim como nossa escolas devem estar plugadas nestes novos tempos, não podemos ficar parados”, justifica o secretário.
Já o projeto “Tocando em Frente”, busca adquirir instrumentos para suprir e formar bandas marciais em diversas escolas do município. “Através das bandas marciais envolvemos os alunos ainda mais com a escola, e não apenas o aluno como seus familiares, que participam de atividades cívicas e cria um vínculo afetivo com o ambiente escolar, além de muitas vezes fazer-se despertar vocações”, diz Edmar Júnior, segundo ele, a secretaria recebe diversos pedidos de diretores, tanto para reposição de instrumentos como para formação de bandas em suas unidades.
De acordo com as informações do secretário cabe a sua secretaria agora apenas cadastrar o projeto, o que estará sendo feito até no máximo o início da próxima semana. Acredita ele que até o final do ano estes recursos já estejam disponível e assim os dois projetos já em andamento.
“Já tomamos a iniciativa de fazer levantamento do preço de todo material. Queremos encerrar o ano comemorando mais este feito, e tudo isso graças aos esforços e a atenção especial do prefeito Luciano Duque que vem buscando junto aos seus parceiros, captar recursos para nosso município”. Declarou Júnior.

Fonte: http://nilljunior.com.br/blog/

sábado, 28 de setembro de 2013

43% dos alunos ‘alfabetizados’ não sabem ler


Eu costumo usar as palavras rico, grandioso e solidário pra fazer referencia ao Brasil, mas isso é só uma fala.

A verdade é que vivemos num país onde extraordinários 43% dos alfabetizados não sabem ler, mais de 50% dos municípios não possuem esgoto tratado e 1/3 das Câmaras, Assembleias e Congresso Nacional estão nas mãos de processados ou condenados em alguma instância do poder judiciário.

Como dar jeito em um país desse?


Chatice crônica 

“Parei minha moto no shopping, roubaram a tampa da válvula do pneu. Tinha uma ótima tesoura Tramontina para tosar meus cachorros, mas alguém a trocou por uma de pior qualidade. O médico me mandou tirar radiografia desnecessária só para gastar dinheiro do plano de saúde. Minha revista semanal sumiu na portaria do prédio…”
A prosaica semana de um leitor carioca de um bairro de classe média, tão banal e parecida com a de milhões de brasileiros, mostra como o roubo e a sem-vergonhice estão arraigados na nossa cultura, atrasando o crescimento do nosso IDH, por mais que se invista em educação, tecnologia e infraestrutura. Mas não estamos condenados a essa cultura que privilegia a mentira e a fraude, que aos poucos vai cedendo aqui e ali por força da lei, da policia e da Justiça, e aos trancos e barrancos o Brasil vai melhorando.
Há quem acredite que o Brasil está rico, poderoso, soberano, solidário, mas 43% dos alfabetizados não sabem ler, mais da metade das cidades não tem esgoto tratado, 1/3 das Câmaras Municipais, Assembleias Estaduais e Congresso Nacional estão nas mãos de processados ou condenados pela Justiça. O que esperar dessa gente?
Ao contrário da cultura legal anglo-saxônica — baseada no pressuposto que o cidadão está dizendo a verdade e sabe que vai sofrer graves consequências se não estiver —, no Brasil a ideia básica é que, em principio, todos podem, e devem, estar mentindo, daí a necessidade de tantas exigências de provas e documentos e assinaturas e autorizações e controles e fiscalizações, que aumentam a burocracia e, com ela, a corrupção. Somos o país do “minto, logo, existo”.
Só aqui há documentos que precisam de “firma reconhecida” e outros que exigem a presença física no cartório, como se umas fossem “sérias” e outras não, mas as fraudes não diminuem. Por essas e outras abrir uma empresa no Brasil leva vinte vezes mais tempo do que nos Estados Unidos ou no Chile.
A verdade, caros leitores, é que são vícios crônicos inspirando uma crônica chata, resultado de muito trabalho vão e de um grande esforço para não falar do mensalão. Paciência, semana que vem melhora.
No Brasil a ideia básica é que, em principio, todos podem, e devem, estar mentindo. Somos o país do minto, logo, existo”.



 Texto de Nelson Motta publicado no Jornal O Globo*

Taxa de analfabetismo para de cair no Brasil após 15 anos