segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Professores: desistam dessa profissão!



Todo mundo já sabe que os professores, em todo o país, ganham muito mal, apesar de serem os profissionais mais importantes de uma sociedade. Todo mundo sabe que o único profissional que no Japão não precisa se curvar diante do imperador é o professor. Todo mundo já sabe que nossas escolas públicas não têm recursos ou estão, muitas delas, em péssimo estado de conservação. Todo mundo já sabe de tudo sobre os professores. O mais triste, é que todo mundo já sabe que nossos políticos detestam os professores e o que eles significam: a lucidez do povo, mas ninguém faz nada! O povo não luta pelos professores e/ou pelo ensino. O povo luta contra aumento de passagem, pede o fim da corrupção e até diz que luta em favor do ensino, mas na prática não faz nada! Provo isto porque nunca vi alguém sair de sua casa, não sendo aluno ou professor, para ir a uma manifestação, exigir que os professores tenham salários dignos e plenas condições de trabalho.
Lamento muito no que a profissão de professor se transformou. Para boa parte da sociedade, professor, hoje, é profissão de pobre. Pais de classe média querem que seus filhos sejam tudo na vida, menos professores, já que desejam um futuro de conforto, prosperidade e realização para seus filhos, e entendem que isto será impossível de se atingir sendo professores. Já os políticos, principalmente prefeitos e governadores, consideram todos os professores “comunistas chatos” que reclamam o tempo todo. No entanto, esquecem que sua limitada visão da realidade (por só ficarem em gabinetes) e ilimitada ganância fizeram com que o ensino não pudesse ser bom. Um povo instruído sabe que é preterido pela classe política e não acreditaria em praticamente nada do que lhes é prometido em tempos de eleição. Um povo instruído se negaria a votar em urnas eletrônicas que só os TREs e o TSE consideram, no mundo inteiro, um processo seguro e impossível de ser fraudado.
O Brasil vive numa séria encruzilhada. Sabemos que nossa classe política está destruindo o que falta do ensino público, já que desejam se perpetuar no poder. Um povo sem instrução jamais entenderá o que é um embargo infringente e nem que os principais nomes do Mensalão poderão escapar da cadeia. Já o “pobre miserável”, quando levado à Justiça, é condenado em primeira instância e apodrece na cadeia por não saber que têm direito a recorrer, por exemplo. Este pobre, nos tempos de escola, nunca aprendeu nada sobre cidadania porque não tinha professor que o ensinasse. Entendendo o que o nosso país precisa, temos a consciência de que teremos que lutar sozinhos, sem os governos, que se mostram inimigos do povo e não “pelo povo e para o povo”. A sociedade é que terá que se organizar para se instruir, com o cuidado de que politiqueiros baratos não tentem se aproveitar das iniciativas. Que é uma proposta utópica, eu sei. Mas não se idealiza um país sem propostas utópicas, porque sempre desejamos o máximo, e não o meio termo daquilo que é possível.
O que aconteceu no Rio de Janeiro de professores, em legítima manifestação contra ditames insanos do prefeito, serem espancados por tropas da Polícia Militar a mando de governos com várias e sérias denúncias de corrupção e má gestão da coisa pública, foi um exemplo de barbárie política e social sem precedentes em nossa história recente. É curioso como governadores e prefeitos alegam que não há verba para equipar escolas ou remunerar dignamente os professores, mas há verbas em abundância para equipar forças de repressão policial e usar esta verba para esmagar aqueles que de fato alicerçam uma nação. É assim que os governos brasileiros entendem o ensino, como digno de ser espancado!
Em alguns estados e municípios a evasão de professores públicos é imensa. Professores optam por sobreviver e/ou não mais se frustrarem profissionalmente e ou desistem das salas de aula ou migram para o ensino privado, que é inviável para a grande parte da população. Não que o ensino privado seja excelente em seu todo, mas ainda é uma possibilidade de melhoria de trabalho para aqueles que nele ingressam. Devemos também entender que a opção de um modelo baseado em apenas haver ensino de qualidade na rede privada tem consequências absurdamente sérias para a estrutura social do país. É a perpetuação e a concentração do poder de análise (e do próprio conhecimento formal) nas mãos de poucos, o que impede qualquer alteração do status quo político, econômico e social do país. É como manter uma escravidão camuflada, onde o pobre sem condições de questionar, assim permanecerá por toda a vida. Assim, não se muda um país.
Eu não quero que aconteça de ninguém desistir de ser professor. Eu quero é que todos sejam professores. Uns serão professores de História, Geografia ou Matemática. Outros serão de civismo ou “amor ao próximo”. Uns estudarão formalmente para exercer seu ofício, outros viverão plenamente para aprender como exercer sua cidadania. Todos seremos professores. E quando todos formos professores na vida, aí sim teremos um grande país. Até lá, só temos uma piada ou um projeto, como queiram chamar.
É óbvio que quem deseja e pode alterar alguma coisa e ameaçar todo um projeto de poder, será visto como uma ameaça. É óbvio que nossos dominantes políticos não querem que professores atuem com qualidade e eficiência. É obvio que eles querem que todos desistam. Para nossos governantes, a ordem que deveria ser dada é “Professores, desistam dessa profissão!”. Para nós, que somos o povo, o pedido que fazemos é “Professores, não desistam do país!”.

*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento. 

http://www.debatesculturais.com.br/professores-desistam-dessa-profissao/

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Educação no Brasil: Ônibus escolares rodam em péssimas condições no interior do Paraná

Lataria aos pedaços, pneus carecas e bancos sem assentos são problemas. Um dos veículos deixou de circular após acidente que causou uma morte.

 

A situação do transporte escolar pelo país muitas vezes é dramática. Os ônibus escolares que rodam todos os dias levando crianças em uma cidade do interior do Paraná parecem imagens de filme de terror.
A lataria aos pedaços e os bancos sem assentos são de ônibus que transportam estudantes em Palmital, interior do Paraná.
"O outro ônibus nem a porta dele presta, está todo estragado", contou uma estudante.
Sete ônibus em condições parecidas foram tirados recentemente das ruas.
Um dos ônibus deixou de transportar alunos depois de um acidente. O motorista perdeu o controle da direção e bateu em uma pedra. Ele diz que o acidente aconteceu porque um dos pneus que estava careca teria estourado e o ônibus saiu da pista.
Um homem que pegava carona foi lançado para fora e não resistiu aos ferimentos.
"Tinha bastante criança pequena no ônibus. Ver aquela cena assustou muito", disse uma aluna.
O responsável pelo transporte diz que o caso foi uma exceção e que embora os ônibus estejam velhos, a manutenção está em dia. A prefeitura reconhece que metade da frota já deveria estar aposentada, mas diz não ter dinheiro nem para terceirizar o serviço.
“Cidade pequena, orçamento baixo. Então, se você for terceirizar, tem que trabalhar só para pagar terceirização”, justificou o secretário municipal Rodoviário, Antônio Carlos Halila.
“Só Deus mesmo pra ajudar a gente nessa hora”, disse um motorista.
A prefeitura de Palmital disse que deve receber, até o fim do ano, sete ônibus escolares do governo federal, o que vai permitir a troca dos veículos em piores condições.

 

Educação no Brasil: Crianças comem mistura de café e farinha em creches do Maranhão


Em São Luís, mais de cem creches comunitárias estão sobrevivendo de doações desde o início do ano. Elas são administradas por associações de bairros e estão sem receber sua principal fonte de recursos desde o início do ano: a verba do Fundeb, que é repassada para a prefeitura redistribuir entre as entidades.
A prefeitura alega que as creches não entregaram a documentação exigida por lei para liberação do dinheiro. Há 10 meses os professores não recebem salário e as crianças não têm comida.
No início da semana, um flagrante mostra imagens de crianças comendo uma mistura de café com farinha para matar a fome. Mais de cem mil crianças são atendidas pelas creches comunitárias na capital maranhense.

domingo, 6 de outubro de 2013

CONVERSA FIADA: Ministro destaca desafio de preparar o país para mundo do conhecimento

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta sexta-feira, 4, que “nosso grande desafio é preparar o Brasil para a sociedade do conhecimento”, durante o seminário Brasil em Perspectiva, promovido pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXl, na faculdade de economia da Universidade de Campinas (Unicamp), naquela cidade paulista. O evento também contou com a presença do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, entre outros economistas.

Mercadante destacou os avanços do governo nos últimos anos na área da educação, desde a pré-escola até a pós-graduação, o que, segundo ele, é fundamental para estimular a produtividade brasileira. O ministro disse que o Pacto pela Educação na Idade Certa, programa do governo federal para fazer com que todas as crianças saibam ler, escrever e interpretar um texto até os oito anos de idade, conta com 310 mil alfabetizadores e o apoio de 38 universidades.

Ele destacou o crescimento das matrículas no ensino médio e, no ensino superior, a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que já matriculou 4,6 milhões de alunos em pouco mais de 2,5 anos. Mercadante também citou a concessão de 53,5 mil bolsas do programa Ciência sem Fronteiras e a politica de cotas para o ingresso em universidades federais, que neste ano destina, pelo menos, 12,5% das vagas para estudantes de escolas publicas.

O ministro ainda reiterou a importância da vinculação dos royalties do petróleo para a educação, como forma de criar um mecanismo sustentável de financiamento para a educação.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Brasil é um dos países que menos respeita professor, diz estudo

Índice de status dos professores foi publicado pela primeira vez. China é país que mais valoriza professor; Israel é o que menos.

  O Brasil ficou em penúltimo lugar em um índice divulgado nesta quinta-feira (3) pela fundação internacional Varkey Gems que mostra, pela primeira vez, o status que os professores têm em seu país. Segundo o estudo, que fez uma pesquisa quantitativa com mil entrevistados por país analisado, o Brasil só fica atrás de Israel na pior valorização do professor.

O estudo analisou a questão em 21 países - escolhidos pela sua melhor participação no Terceiro Estudo Internacional de Matemática e Ciências e no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - e apresenta resultados sobre o status do professor, a percepção de recompensa recebida pelo profissional e o controle e organização do setor de ensino. 
De acordo com a pesquisa, China, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Grécia respeitam mais seus professores do que todos os outros países europeus e anglo-saxões analisados. No Brasil, menos 20% dos entrevistados responderam que encorajariam seus filhos a serem professores. Já na Coreia do Sul, a porcentagem é superior a 40%.
Já em relação a confiança de que o professor é capacitado para dar uma boa educação aos alunos, o Brasil foi o que mais respondeu que sim, seguido da Finlândia.
Em relação à comparação de profissões, Estados Unidos, Brasil e Turquia pensam que ensinar lembra o ofício de um bibliotecário. Já na China, a profissão é mais comparada a de médico.
Sobre o salário, em 95% dos países analisados as pessoas acham que os professores deveriam ganhar mais do que o tanto que acreditam que eles recebem por mês.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Serra: Educação vai lançar o projeto "EDUCAÇÃO DIGITAL"



Os professores da rede municipal de Serra Talhada vão receber notebook da Secretaria de Educação do Município. A notícia foi transmitida pelo prefeito Luciano Duque nesta quarta-feira (02).
Segundo o prefeito, o deputado federal Pedro Eugêncio (PT) colocou emenda para liberação de R$ 1 milhão que será usado para os projeto “Educação Digital” e “Tocando em frente”, da Secretaria de Educação de Serra Talhada (SEST). O recurso será liberado pelo Ministério da Cultltura e deixou animado o secretário Edmar Júnior que já começa a se mobilizar para captação do recurso..
“Vamos tirar do papel projetos que tínhamos e que estavam esperando apenas este momento” , anuncia Edmar. Através do projeto “Educação Digital”  a SEST vai adquirir 404 Notebooks que serão distribuídos com todos os professores efetivos e em regência da rede municipal de ensino e vai também adquirir computadores para secretarias das principais escolas.
Para o secretário é necessário que a educação municipal acompanhe a evolução da informática, “nossos professores precisam ficar antenados com toda evolução da tecnologia. Vivemos um novo tempo e precisamos repassar os conhecimentos para os alunos, assim como nossa escolas devem estar plugadas nestes novos tempos, não podemos ficar parados”, justifica o secretário.
Já o projeto “Tocando em Frente”, busca adquirir instrumentos para suprir e formar bandas marciais em diversas escolas do município. “Através das bandas marciais envolvemos os alunos ainda mais com a escola, e não apenas o aluno como seus familiares, que participam de atividades cívicas e cria um vínculo afetivo com o ambiente escolar, além de muitas vezes fazer-se despertar vocações”, diz Edmar Júnior, segundo ele, a secretaria recebe diversos pedidos de diretores, tanto para reposição de instrumentos como para formação de bandas em suas unidades.
De acordo com as informações do secretário cabe a sua secretaria agora apenas cadastrar o projeto, o que estará sendo feito até no máximo o início da próxima semana. Acredita ele que até o final do ano estes recursos já estejam disponível e assim os dois projetos já em andamento.
“Já tomamos a iniciativa de fazer levantamento do preço de todo material. Queremos encerrar o ano comemorando mais este feito, e tudo isso graças aos esforços e a atenção especial do prefeito Luciano Duque que vem buscando junto aos seus parceiros, captar recursos para nosso município”. Declarou Júnior.

Fonte: http://nilljunior.com.br/blog/