terça-feira, 3 de julho de 2012

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terça-feira, 26 de junho de 2012

Comissão do Plano Nacional de aprova 10% do PIB para a educação

Texto precisa ser aprovado no Senado; atualmente país aplica 5% do PIB.MEC diz que novo índice vai exigir uma 'tarefa política difícil'.

A comissão especial do Plano Nacional de Educação (PNE) aprovou na noite desta terça-feira (26), na Câmara dos Deputados, a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em políticas de educação ao longo de dez anos, ou seja, até 2020 quando termina a vigência do plano.

A proposta aprovada diz ainda que até chegar aos 10%, a aplicação deve ser no mínimo de 7% do PIB. Hoje o país aplica 5,1% do PIB no setor, incluindo recursos da União, dos estados e municípios. Para vigorar, o texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado

Em nota, o Ministério da Educação afirma que para se chegar aos 10% do PIB será necessário uma "tarefa política difícil". Segundo a nota, a proposta aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o PNE equivale, na prática, ao longo da década, a dobrar em termos reais os recursos para a educação nos orçamentos das prefeituras, dos governos estaduais e do governo federal.

“Em termos de governo federal equivale a colocar um MEC dentro do MEC, ou seja, tirar R$ 85 bilhões de outros ministérios para a Educação. É uma tarefa política difícil de ser executada”, explicou o ministro Aloizio Mercadante.

O Ministério da Educação vai estudar as repercussões e as implicações da decisão e vai aguardar ainda a tramitação no Senado Federal.

Salários dos professores

Ainda nesta terça foi aprovada a meta de equiparação do salário dos professores ao rendimento dos profissionais de escolaridade equivalente. O relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT) previa a equiparação até o final da vigência do plano, que é de dez anos. A proposta, no entanto, estabelece a equiparação até o final do sexto ano do PNE.

O Plano Nacional de Educação está em análise na Câmara desde o final de 2010 e define diretrizes para a educação brasileira na próxima década, por meio de 20 metas. Elaborado a partir de 2.906 emendas apresentadas por parlamentares e entidades da sociedade civil, o relatório foi feito a partir do projeto de lei feito pelo Ministério da Educação e enviado ao Congresso pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2010.

G1.

Comissão do PNE aprova destaque que garante melhores salários a professores

Deputados votam nesta terça destaques do programa que estabelece diretrizes para a educação no País


A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação aprovou na tarde desta terça-feira, 26, o destaque dos deputados Biffi (PT-MS) e Fátima Bezerra (PT-RN) que antecipa a meta de equiparação do salário dos professores ao rendimento dos profissionais de escolaridade equivalente. O relatório do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) previa a equiparação até o final da vigência do plano, que é de dez anos. O destaque, por sua vez, estabelece a equiparação até o final do sexto ano do PNE.

“Temos de evitar o abandono das salas de aulas por profissionais competentes. Uma remuneração justa para o magistério é condição básica para a melhoria do ensino”, justificou Biffi. Fátima Bezerra complementou: “É notório como os salários da rede pública do País estão defasados. Os professores têm hoje a profissão mais desvalorizada do País”. O relator, Vanhoni, concordou com o destaque.

Seis deputados retiraram a maioria de seus destaques ao texto-base do PNE para garantir a votação dos destaques à meta 20 do plano, que trata do percentual do Produto Interno Bruto (PIB) a ser investido no setor até o final da década. O texto do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) prevê o investimento de 8% do PIB no setor, mas alguns parlamentares e representantes de entidades da sociedade civil pedem pelo menos 10%.

Estes foram os deputados que retiraram parte de seus destaques que tratam das metas 1 a 19: Eduardo Barbosa (PSDB-MG); Rogério Marinho (PSDB-RN); Stepan Nercessian (PPS-RJ); Izalci (PR-DF); Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO); e Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS).

Destaques rejeitados

Durante a reunião, a comissão rejeitou um destaque do PSDB, que previa, até 2016, a alfabetização de todas as crianças até o segundo ano do ensino fundamental. A partir de 2017, a alfabetização deveria ser concluída até o primeiro ano do ensino fundamental. Pelo texto de Vanhoni, a alfabetização será obrigatória somente até o fim do terceiro ano dessa etapa do ensino.

O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) justificou a proposta do partido: “Estamos com um sério problema de defasagem do ensino que é decorrência da falta da alfabetização na idade correta. Não é possível que os filhos dos ricos sejam alfabetizados com seis anos, enquanto os filhos de quem não tem renda só saiba ler e escrever a partir dos oito anos”.

Vanhoni defendeu seu texto: “A forma como consta é a melhor para o sistema nacional de ensino. Uma criança de seis anos tem, sim, condições fisiológicas de se alfabetizar em um ano. Contudo, temos de levar em conta o meio de onde veio a criança, se os pais estudaram e oferecem acesso à cultura”.

Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) também teve seu destaque rejeitado. O documento estabelecia a implementação de um sistema nacional de gestão democrática. “O baixo desempenho dos indicadores educacionais e o empobrecimento da capacidade da escola em construir seu projeto pedagógico são decorrência da falta desse sistema”, justificou. De acordo com o destaque, seriam realizadas conferências de educação a cada quatro anos para avaliar o ensino no País e propor políticas para o setor. Além disso, União, estados, DF e municípios contariam, cada um, com um conselho de educação, órgão colegiado composto por representantes do governo e de entidades privadas e por profissionais do setor, estudantes e pais.

Para Vanhoni, no entanto, a proposta do PNE já prevê o princípio de gestão democrática da educação. Segundo a última versão do relatório, estados, DF e municípios terão um ano após a aprovação do plano para aprovar leis específicas que disciplinem a gestão democrática em cada ente.

Fonte: Estadão.com

quarta-feira, 20 de junho de 2012

O que é sustentabilidade?


Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Basta educação para economizar 30% de água e 50% de energia nas cidades, diz ONU

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que economias na ordem de 30% de água e 50% de energia podem ser obtidas praticamente sem investimento algum. O "incentivo às mudanças de comportamento”, diz a entidade, é suficiente para alcançar a maior parte destes objetivos.


Inscrições para o Sisu começam nesta segunda-feira

domingo, 17 de junho de 2012

Ciências: Seres vivos e não vivos



"A água é um ser vivo, professora?" A questão, que intrigou uma turma de EJA, induziu a uma série de estudos. Os alunos descobriram que a resposta é "não".

No início de um estudo sobre os seres vivos, a professora Patrícia Mandaglio, do Centro Municipal de Programas Educacionais (Cempre) Doutora Ruth Cardoso, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, propôs aos alunos do 6º ano da Educação de Jovens e Adultos (EJA) um debate sobre as coisas vivas e as não vivas presentes no entorno da escola. Nesse momento, eles elaboraram uma hipótese: a água poderia ser um ser vivo.

Os estudantes, com média de idade de 45 anos, embasaram sua conclusão associando as propriedades desse elemento às de alguns alimentos. "A alface brota, é colhida e depois nos serve de alimento. A carne vem de um animal. Assim, os alunos concluíram que a água, assim como alguns alimentos, é viva, pois nos sustenta", afirma Patrícia. Além disso, ela serve de habitat para animais e plantas, o que reforçava a ideia inicial.

Outro fator pode fundamentar o argumento: a associação com a expressão rio morto - um curso d’água que, devido ao baixo nível de oxigênio e à alta concentração de poluentes, não oferece condições à vida. A classificação de outros elementos, como a terra e o ar, também despertava dúvidas. "Não é fácil definir vida, já que os componentes bióticos e abióticos interagem entre si", diz Antonio Carlos Pavão, docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e diretor do Espaço Ciência, em Recife.

Problematizar as dúvidas e as hipóteses iniciais

Durante um trabalho desse tipo, o ideal é considerar os comentários da turma e a lógica que há por trás deles para, então, sugerir um estudo que questione a primeira conclusão. Foi o que fez Patrícia ao identificar as hipóteses e os questionamentos dos estudantes. Em seguida, pediu que pensassem sobre o que tinha sido discutido e trouxessem exemplos para a aula seguinte. De volta à classe, todos categorizaram os exemplos em uma tabela no quadro-negro.

O próximo passo foi estudar as caraterísticas dos seres vivos: a organização celular, a interação com outros seres, a necessidade de se alimentar, a capacidade de se reproduzir e o ciclo vital - nascimento, crescimento, reprodução, envelhecimento e morte.

Depois dessa etapa, a turma concluiu que a água, assim como a terra e o ar, não tinha as características de um ser vivo, revendo alguns itens da tabela. À medida que os alunos adquiriam novos conhecimentos, Patrícia passava a usar termos técnicos. "Expliquei que componente biótico corresponde a todo elemento vivo, e componente abiótico, aos não vivos. Eles rapidamente incorporaram o novo vocabulário", relata. Um novo quadro foi construído. As informações foram utilizadas para estabelecer relações de interdependência entre os elementos envolvidos. "Surgiram algumas observações interessantes: o vegetal que compramos no mercado, que faz a fotossíntese, alimenta inúmeros seres vivos, inclusive o homem. A madeira do forro das casas veio de uma árvore, que também é um ser vivo. E todos dependem dos nutrientes na terra para sobreviver", relata Patrícia.

Com base nas descobertas coletivas, é possível propor a investigação de casos específicos. Pode-se observar o desenvolvimento de uma planta, por exemplo, sugerindo que os alunos pensem em como ela cresceu. "É importante dialogar sobre as observações, fazer leituras complementares, discutir as ideias levantadas e concluir com uma resposta à dúvida", destaca Carolina Luvizoto, formadora de professores do Instituto Sangari, em São Paulo. A especialista chama a atenção para a sistematização de todo conteúdo trabalhado, que pode ser feita de forma individual ou coletiva.

Assim, todos entendem as inter-relações entre os diversos elementos da natureza e se tornam capazes de articular conhecimentos, formulando, reformulando e validando hipóteses.

Fonte: NOVA escola