Foram entregues na tarde desta terça-feira (08) em Carnaíba, 400 tablets do projeto “CONECTANDO” lançado em 2005 pelo governo do ex- prefeito Anchieta Patriota, que beneficiarão alunos do 1º ao 9º ano da rede municipal, com bom desempenho nas disciplinas português e matemática.
O evento aconteceu no pátio do Complexo Educacional Governador Miguel Arraes e contou com a presença do prefeito Zé Mário Cassiano, da primeira Dama Marluce Freire, da Secretária de Educação Josefa Rita, do Presidente da Câmara de Vereadores Júnior de Mocinha, professores, alunos e representantes da imprensa regional.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Reajuste do piso salarial do professor
Piso dos professores deve ter reajuste de 7,97%. Índice foi anunciado pela Confederação Nacional dos Municípios, mas não foi confirmado pelo Ministério da Educação.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O que sobrou da sala de aula
Reflexão para um tempo de altas apostas na educação: a praga do economismo não distingue uma escola de uma fábrica de pregos.
Já foi o tempo em que a educação fazia parte do cardápio de otimismos que se costuma apresentar nas passagens de ano. No último meio século, a educação pública e gratuita, que garantira a formação de grandes nomes e grandes competências nas várias profissões, que assegurara o grande salto da sociedade escravista à sociedade moderna, foi progressivamente diminuída e até injustamente satanizada em nome de interesses que não são os do bem comum. O estado de anomia em que se encontra a educação brasileira pede, sem dúvida, a reflexão crítica dos especialistas, mas uma crítica que a situe na trama própria de tendências problemáticas da modernidade sem rumo para que seja compreendida e superada.
A educação brasileira foi atacada por três pragas que subverteram a precedência do propriamente educativo na função da escola e do processo educacional: o economismo, o corporativismo e o populismo. O economismo na educação não distingue entre uma escola e uma fábrica de pregos. A pedagogia do economismo confunde aluno com produto e trata a educação e o educador na perspectiva da produtividade, da coisa sem vida, da linha de produção. Importam as quantidades da relação custo-benefício. Não importa se da escola não sai a pessoa propriamente formada, transformada. Importam os números, os índices, os cifrões. Presenciei os efeitos dessa mentalidade na apresentação de um grupo de militantes da causa das cotas raciais perante o conselho universitário de uma das três universidades públicas de São Paulo, de que sou membro. Aliás, nenhum deles propriamente negro: "Não queremos vagas em qualquer curso; queremos em engenharia e medicina, cursos que dão dinheiro", frisaram.
Quer o governo que os royalties do pré-sal sejam destinados à educação e nem temos certeza de que isso acontecerá. Os políticos têm outras prioridades, especialmente a das urnas. Já estamos gastando o dinheiro que ainda não saiu do fundo do mar. Mas não sabemos em que esse dinheiro fará o milagre de transformar, expandir e melhorar a educação brasileira e de elevar substancialmente o nível da formação cultural das novas gerações. Dinheiro não educa. Quem educa, ainda hoje, é o educador. É inútil ter máquinas, computadores, tecnologia, maravilhas eletrônicas na sala de aula se, por trás de tudo isso, não houver um educador. Se não houver aquele ser humano especializado que faz a ligação dinâmica entre as possibilidades biográficas do educando e os valores e requisitos de um projeto de nação, a nossa comunidade de destino. Se não houver, sobretudo, a interação viva entre quem educa e quem é educado, se não houver a recíproca construção de quem ensina e de quem aprende. Se não houver a poesia deste verso de Vinicius de Moraes: "E um fato novo se viu que a todos admirava: o que o operário dizia, outro operário escutava".
O corporativismo transformou o professor de educador em militante de causa própria porque a serviço da particularidade da classe social e não a serviço da universalidade do homem. Não há dúvida de que o salário que valorize devidamente o educador e a educação é uma das premissas da revolução educacional de que carecemos. Do povoado do sertão ao câmpus universitário da metrópole, o educador tem carências que não são as carências do Fome Zero. Educação não é farinha de mandioca. "Quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê", dizia Monteiro Lobato, em relação a um item da cesta básica do educador. Fome de educador não é fome de demagogo nem pode ser. Privá-lo dos meios para se educar, reeducar e poder educar é desnutri-lo.
A partidarização de todos os âmbitos da sociedade brasileira, até da religião, levou para dentro da educação os pressupostos da luta de classes. O militante destruiu o educador, drenou da educação a seiva vital que lhe é necessária para ser instrumento de socialização, de renovação e de criação social. A educação só o é na perspectiva dos valores da universalidade do homem, como instrumento de humanização e não como instrumento de segregação e de polarização ideológica, instrumento do que separa e não instrumento do que junta. Na escola, a ideologia desconstrói a escola em nome do que a escola não é.
O populismo, por sua vez, transformou a educação em meio de barganha política, instrumento de dominação, falsificação de direitos em nome de privilégios. O direito que nega a universalidade do homem nega-se como direito. Pela orientação populista, o importante não é que saiam da escola alunos bem formados, capazes de superações, gente a serviço do País. Nas limitações desse horizonte, o importante é que da escola saiam votos, obediências, o ser carneiril das sujeições, e não o cidadão das decisões.
A escola vem sendo derrotada todos os dias, do jardim da infância à universidade, pela educação difusa e extraescolar dos poderosos meios de produção e difusão do conhecimento que já não estão nas mãos do educador. A escola é cada vez mais resíduo de poderes e vontades que estão longe da sala de aula.
José de Souza Martins - O Estado de S. Paulo
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Investimento em educação
Segundo Assessoria de Imprensa, a educação municipal de Afogados receberá R$ 1.758.514,18 de investimentos. Os recursos são frutos de projetos encaminhados pela Secretaria Municipal de Educação ao Ministério da Educação.
O montante é para aquisição de cinco ônibus escolares, 2.028 peças de mobiliário para as escolas, entre cadeiras e mesas, 52 quadros de sala de aula digital e 238 aparelhos eletrônicos, como ventilador e ar condicionado.
Parte do valor também será destino para o início da construção de uma creche no bairro Sobreira, beneficiando também São Cristóvão e São Braz.
A unidade infantil atenderá 224 crianças. A obra, além de preparar os alunos para o processo de alfabetização, ainda vai beneficiar as mães trabalhadoras residentes nas localidades.
ARCOVERDE É PRIMEIRA CIDADE COM LOUSAS DIGITAIS NA REDE MUNICIPAL
Com um investimento de, aproximadamente R$ 500 mil, Arcoverde será a primeira cidade do Estado a instalar Lousas Digitais nos 29 estabelecimentos de ensino da rede, dentro do projeto Escola do Futuro.
A entrega solene aconteceu no Centro de Ensino Jonas Freitas, na Boa Vista. Para a secretária de Educação, Cultura e Esportes, Angélica Patrícia, o evento marca o avanço da área nesses oito anos da gestão do prefeito Zeca.
“Em Educação, planta-se com dificuldade e colhe-se com paciência e hoje já estamos colhendo”, explicou a secretária, que ouviu o testemunho emocionado de várias professoras, coordenadoras e diretoras, que agradeceram também pela oportunidade de se especializar e oferecer mais ao alunado do município.
A tecnologia possui o sistema Touch Screen, onde o docente pode tocar no quadro e clicar no ícone de sua preferência ou com a própria caneta do aparelho escrever textos manuscritos e depois escolher tipo de fonte e cor, além de projetar imagens, textos e até jogos interativos.
Por Nill Júnior
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
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