Com o objetivo de comemorar o Dia do Professor e Dia do Servidor
Público, ambos registrados neste mês de outubro, a Prefeitura de
Afogados da Ingazeira promoverá nesta sexta-feira o Forró dos Servidores
da Educação. A comemoração ocorrerá na Associação Atlética Banco do
Brasil (AABB), a partir das 10 horas.
Fonte: Blog do Nill Júnior
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Professores: desistam dessa profissão!
Todo mundo já sabe que os professores, em todo o país, ganham muito mal, apesar de serem os profissionais mais importantes de uma sociedade. Todo mundo sabe
que o único profissional que no Japão não precisa se curvar diante do
imperador é o professor. Todo mundo já sabe que nossas escolas públicas
não têm recursos ou estão, muitas delas, em péssimo estado de
conservação. Todo mundo já sabe de tudo sobre os professores.
O mais triste, é que todo mundo já sabe que nossos políticos detestam
os professores e o que eles significam: a lucidez do povo, mas ninguém
faz nada! O povo não luta pelos professores e/ou pelo ensino. O povo
luta contra aumento de passagem, pede o fim da corrupção e até diz que
luta em favor do ensino, mas na prática não faz nada! Provo isto porque
nunca vi alguém sair de sua casa, não sendo aluno ou professor, para ir a
uma manifestação, exigir que os professores tenham salários dignos e
plenas condições de trabalho.
Lamento muito no que a profissão de professor se transformou. Para boa parte da sociedade, professor, hoje, é profissão de pobre. Pais de classe média
querem que seus filhos sejam tudo na vida, menos professores, já que
desejam um futuro de conforto, prosperidade e realização para seus
filhos, e entendem que isto será impossível de se atingir sendo
professores. Já os políticos, principalmente prefeitos e governadores,
consideram todos os professores “comunistas chatos” que reclamam o tempo todo.
No entanto, esquecem que sua limitada visão da realidade (por só
ficarem em gabinetes) e ilimitada ganância fizeram com que o ensino não
pudesse ser bom. Um povo instruído sabe que é preterido pela classe
política e não acreditaria em praticamente nada do que lhes é prometido
em tempos de eleição. Um povo instruído se negaria a votar em urnas
eletrônicas que só os TREs e o TSE consideram, no mundo inteiro, um
processo seguro e impossível de ser fraudado.
O Brasil vive numa séria encruzilhada. Sabemos que nossa classe
política está destruindo o que falta do ensino público, já que desejam
se perpetuar no poder. Um povo sem instrução jamais entenderá o que é um
embargo infringente e nem que os principais nomes do Mensalão poderão
escapar da cadeia. Já o “pobre miserável”, quando levado à Justiça, é
condenado em primeira instância e apodrece na cadeia por não saber que
têm direito a recorrer, por exemplo. Este pobre, nos tempos de escola,
nunca aprendeu nada sobre cidadania porque não tinha professor que o
ensinasse. Entendendo o que o nosso país precisa, temos a consciência de
que teremos que lutar sozinhos, sem os governos, que se mostram
inimigos do povo e não “pelo povo e para o povo”. A sociedade é que terá
que se organizar para se instruir, com o cuidado de que politiqueiros
baratos não tentem se aproveitar das iniciativas. Que é uma proposta
utópica, eu sei. Mas não se idealiza um país sem propostas utópicas,
porque sempre desejamos o máximo, e não o meio termo daquilo que é
possível.
O que aconteceu no Rio de Janeiro de professores, em legítima
manifestação contra ditames insanos do prefeito, serem espancados por
tropas da Polícia Militar a mando de governos com várias e sérias
denúncias de corrupção e má gestão da coisa pública, foi um exemplo de
barbárie política e social sem precedentes em nossa história recente. É
curioso como governadores e prefeitos alegam que não há verba para
equipar escolas ou remunerar dignamente os professores, mas há verbas em
abundância para equipar forças de repressão policial e usar esta verba
para esmagar aqueles que de fato alicerçam uma nação. É assim que os
governos brasileiros entendem o ensino, como digno de ser espancado!
Em alguns estados e municípios a evasão de professores públicos é
imensa. Professores optam por sobreviver e/ou não mais se frustrarem
profissionalmente e ou desistem das salas de aula ou migram para o
ensino privado, que é inviável para a grande parte da população. Não que
o ensino privado seja excelente em seu todo, mas ainda é uma
possibilidade de melhoria de trabalho para aqueles que nele ingressam.
Devemos também entender que a opção de um modelo baseado em apenas haver
ensino de qualidade na rede privada tem consequências absurdamente
sérias para a estrutura social do país. É a perpetuação e a concentração
do poder de análise (e do próprio conhecimento formal) nas mãos de
poucos, o que impede qualquer alteração do status quo político,
econômico e social do país. É como manter uma escravidão camuflada,
onde o pobre sem condições de questionar, assim permanecerá por toda a
vida. Assim, não se muda um país.
Eu não quero que aconteça de ninguém desistir de ser professor. Eu
quero é que todos sejam professores. Uns serão professores de História,
Geografia ou Matemática. Outros serão de civismo ou “amor ao próximo”.
Uns estudarão formalmente para exercer seu ofício, outros viverão
plenamente para aprender como exercer sua cidadania. Todos seremos
professores. E quando todos formos professores na vida, aí sim teremos
um grande país. Até lá, só temos uma piada ou um projeto, como queiram
chamar.
É óbvio que quem deseja e pode alterar alguma coisa e ameaçar todo um
projeto de poder, será visto como uma ameaça. É óbvio que nossos
dominantes políticos não querem que professores atuem com qualidade e
eficiência. É obvio que eles querem que todos desistam. Para nossos
governantes, a ordem que deveria ser dada é “Professores, desistam dessa profissão!”. Para nós, que somos o povo, o pedido que fazemos é “Professores, não desistam do país!”.
*Alessandro Lyra Braga é carioca, por engano. De
formação é historiador e publicitário, radialista por acidente e
jornalista por necessidade de informação. Vive vários dilemas
religiosos, filosóficos e sociológicos. Ama o questionamento.
http://www.debatesculturais.com.br/professores-desistam-dessa-profissao/
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Educação no Brasil: Ônibus escolares rodam em péssimas condições no interior do Paraná
Lataria aos pedaços, pneus carecas e bancos sem assentos são problemas. Um dos veículos deixou de circular após acidente que causou uma morte.
A situação do transporte escolar pelo país muitas vezes é dramática. Os
ônibus escolares que rodam todos os dias levando crianças em uma cidade
do interior do Paraná parecem imagens de filme de terror.
A lataria aos pedaços e os bancos sem assentos são de ônibus que transportam estudantes em Palmital, interior do Paraná.
"O outro ônibus nem a porta dele presta, está todo estragado", contou uma estudante.
Sete ônibus em condições parecidas foram tirados recentemente das ruas.
Um dos ônibus deixou de transportar alunos depois de um acidente. O
motorista perdeu o controle da direção e bateu em uma pedra. Ele diz que
o acidente aconteceu porque um dos pneus que estava careca teria
estourado e o ônibus saiu da pista.
Um homem que pegava carona foi lançado para fora e não resistiu aos ferimentos.
"Tinha bastante criança pequena no ônibus. Ver aquela cena assustou muito", disse uma aluna.
O responsável pelo transporte diz que o caso foi uma exceção e que
embora os ônibus estejam velhos, a manutenção está em dia. A prefeitura
reconhece que metade da frota já deveria estar aposentada, mas diz não
ter dinheiro nem para terceirizar o serviço.
“Cidade pequena, orçamento baixo. Então, se você for terceirizar, tem
que trabalhar só para pagar terceirização”, justificou o secretário
municipal Rodoviário, Antônio Carlos Halila.
“Só Deus mesmo pra ajudar a gente nessa hora”, disse um motorista.
A prefeitura de Palmital disse que deve receber, até o fim do ano, sete
ônibus escolares do governo federal, o que vai permitir a troca dos
veículos em piores condições.
Educação no Brasil: Crianças comem mistura de café e farinha em creches do Maranhão
Em São Luís, mais de cem creches comunitárias estão sobrevivendo de doações desde o início do ano. Elas são administradas por associações de bairros e estão sem receber sua principal fonte de recursos desde o início do ano: a verba do Fundeb, que é repassada para a prefeitura redistribuir entre as entidades.
A prefeitura alega que as creches não entregaram a documentação exigida
por lei para liberação do dinheiro. Há 10 meses os professores não
recebem salário e as crianças não têm comida.
No início da semana, um flagrante mostra imagens de crianças comendo
uma mistura de café com farinha para matar a fome. Mais de cem mil
crianças são atendidas pelas creches comunitárias na capital maranhense.
domingo, 6 de outubro de 2013
CONVERSA FIADA: Ministro destaca desafio de preparar o país para mundo do conhecimento
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse
nesta sexta-feira, 4, que “nosso grande desafio é preparar o Brasil para
a sociedade do conhecimento”, durante o seminário Brasil em
Perspectiva, promovido pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXl,
na faculdade de economia da Universidade de Campinas (Unicamp), naquela
cidade paulista. O evento também contou com a presença do presidente do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano
Coutinho, e do economista Luiz Gonzaga Belluzzo, entre outros
economistas.
Mercadante destacou os avanços do governo nos últimos anos na área da
educação, desde a pré-escola até a pós-graduação, o que, segundo ele, é
fundamental para estimular a produtividade brasileira. O ministro disse
que o Pacto pela Educação na Idade Certa, programa do governo federal
para fazer com que todas as crianças saibam ler, escrever e interpretar
um texto até os oito anos de idade, conta com 310 mil alfabetizadores e o
apoio de 38 universidades.
Ele destacou o crescimento das matrículas no ensino médio e, no
ensino superior, a criação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino
Técnico e Emprego (Pronatec), que já matriculou 4,6 milhões de alunos em
pouco mais de 2,5 anos. Mercadante também citou a concessão de 53,5 mil
bolsas do programa Ciência sem Fronteiras e a politica de cotas para o
ingresso em universidades federais, que neste ano destina, pelo menos,
12,5% das vagas para estudantes de escolas publicas.
O ministro ainda reiterou a importância da vinculação dos royalties do petróleo para a educação, como forma de criar um mecanismo sustentável de financiamento para a educação.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Brasil é um dos países que menos respeita professor, diz estudo
Índice de status dos professores foi publicado pela primeira vez. China é país que mais valoriza professor; Israel é o que menos.
O Brasil ficou em penúltimo lugar em um índice divulgado nesta quinta-feira (3) pela fundação internacional Varkey Gems que mostra, pela primeira vez, o status que os professores têm em seu país. Segundo o estudo, que fez uma pesquisa quantitativa com mil entrevistados por país analisado, o Brasil só fica atrás de Israel na pior valorização do professor.
O estudo analisou a questão em 21 países - escolhidos pela sua melhor
participação no Terceiro Estudo Internacional de Matemática e Ciências e
no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes - e apresenta
resultados sobre o status do professor, a percepção de recompensa
recebida pelo profissional e o controle e organização do setor de
ensino.
De acordo com a pesquisa, China, Coreia do Sul, Turquia, Egito e Grécia
respeitam mais seus professores do que todos os outros países europeus e
anglo-saxões analisados. No Brasil, menos 20% dos entrevistados
responderam que encorajariam seus filhos a serem professores. Já na
Coreia do Sul, a porcentagem é superior a 40%.
Já em relação a confiança de que o professor é capacitado para dar uma
boa educação aos alunos, o Brasil foi o que mais respondeu que sim,
seguido da Finlândia.
Em relação à comparação de profissões, Estados Unidos, Brasil e Turquia
pensam que ensinar lembra o ofício de um bibliotecário. Já na China, a
profissão é mais comparada a de médico.
Sobre o salário, em 95% dos países analisados as pessoas acham que os
professores deveriam ganhar mais do que o tanto que acreditam que eles
recebem por mês.
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