domingo, 3 de julho de 2011

Saúde da VISÃO: Conheça as diferenças entre os principais problemas de visão

Miopia, astigmatismo, hipermetropia... Os nomes podem parecer complicados, mas, se você tiver qualquer um deles, a solução inicial é a mesma: óculos. Apesar disso, cada um tem uma causa diferente e, por isso, exige lentes distintas.

O Bem Estar desta quinta-feira (30) recebeu os oftalmologistas Claudio Lottenberg e Rubens Belfort Mattos Junior para falar sobre as diversas dificuldades de visão. Os médicos falaram, ainda, de outros problemas que surgem com a idade, como a presbiopia (vista cansada) e a catarata.

Para compreender o que causa a perda de foco nos olhos, é preciso entender primeiro como eles funcionam. O infográfico abaixo ilustra o órgão e explica a função de cada uma de suas partes: Quando o cristalino não projeta a imagem exatamente na retina, surgem os problemas de visão mais conhecidos.

Na miopia, a imagem é projetada antes da retina. Por isso, o olho é capaz de enxergar com precisão objetos que estão próximos, mas não os que estão distantes.

A hipermetropia é o contrário: a imagem se forma depois da retina e a pessoa não consegue ver bem o que está muito perto.

No astigmatismo, a córnea tem curvaturas ou irregularidades. A imagem é formada em planos diferentes, o que distorce a visão. Para os três problemas, as soluções são óculos, lentes de contato e cirurgia – o Sistema Único de Saúde (SUS) não realiza essa operação.

Envelhecimento

A presbiopia, conhecida popularmente como vista cansada, já que se manifesta depois dos 40 anos, é uma alteração nos músculos que ajudam a moldar o cristalino. O processo cria dificuldades para enxergar tanto de perto quanto de longe. Óculos e lentes de contato podem resolver a situação.

Outra consequência do envelhecimento é bem mais grave e pode levar à cegueira: a catarata. Nesses pacientes, o cristalino se torna opaco e menos luz chega até a retina. O problema evolui aos poucos e pode ser revertido com uma cirurgia – nesse caso, o SUS cobre o procedimento.

Crianças

É importante ficar atento às crianças, pois o tratamento precisa começar o mais cedo possível, principalmente quem for diagnosticado com hipermetropia. Se o problema não for corrigido logo, pode evoluir. Nunca é cedo demais para levar o filho ao médico, e o exame é a forma mais eficiente de identificação. Fora isso, o comportamento dos pequenos também dá sinais de visão ruim: há dificuldades de concentração, por exemplo.

Outra dica que os oftalmologistas deram durante o programa foi em relação à higiene. É importante lavar os olhos, principalmente as pálpebras, para evitar doenças como a conjuntivite. Para isso, não há produto melhor que a água potável – não é preciso usar água boricada, que é mais cara e difícil de encontrar. Água em excesso não faz mal, já que uma única gota satura o olho e ele expulsa o resto.