terça-feira, 21 de agosto de 2012

Professora Dorinha pede que sociedade assine petição contra adiamento da votação do PNE

A deputada Professora Dorinha SEABRA Rezende (Democratas/TO) faz um apelo à sociedade para que assinem a petição online da Campanha Nacional pelo Direito à Educação contra o recurso (162/12) do Governo Federal que pede que o Plano Nacional de Educação (PNE) seja votado em Plenário. A parlamentar apoia a iniciativa da entidade em defesa dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação. Mais de mil pessoas já assinaram a petição online: em defesa da educação pública brasileira, por um PNE pra Valer! Meta agora é chegar em cinco mil assinantes.

“A sociedade precisa se mobilizar contra essa manobra do Governo Federal, pois é um retrocesso em relação à educação pública brasileira. Conseguir aprovar os 10% do PIB para a Educação foi uma grande vitória para o nosso País e não podemos permitir que isso seja revertido”, afirmou Professora Dorinha.

Lançada na última sexta-feira (17/8) pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a petição tem como objetivo fazer com que os deputados que assinaram o Recurso 162/2012 retirem suas assinaturas. O recurso foi apresentado pelo líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), que articulou a assinatura de outros 79 deputados, para que o Projeto de Lei 8035/ 2010 (Plano Nacional de Educação – PNE) seja levado ao Plenário da Câmara, fazendo com o que o texto do PNE, discutido durante 18 meses, volte para a estaca zero.

A manobra do Governo desconsidera o debate realizado nas audiências públicas, seminários e sessões deliberativas da Comissão Especial do PNE, não só em Brasília, mas em todo o Brasil. Ignora também toda a mobilização da sociedade civil para aprovar um Plano que sinalize as reais necessidades do Brasil no setor. Os deputados que mantiverem sua assinatura serão identificados como parlamentares inimigos da educação pública.

Participe desta mobilização e faça o deputado de seu Estado também retirar a assinatura! A educação brasileira não pode esperar. Qualquer atitude de apoio ao Recurso é contra a educação pública brasileira. O PNE deve ir para o Senado já!

Como participar

Para assinar, clique aqui. Em seguida, faça seu cadastro, informando no campo à direita da página, seu nome, endereço eletrônico, país e CEP de sua cidade. Clique em “ASSINE” e pronto.Divulgue o endereço da petição em todas as suas redes de relacionamento na Internet e fale sobre o assunto em sua comunidade (família, creche/escola, universidade, trabalho, espaços de cultos religiosos, ponto de cultura, etc.). (Com informações da Campanha Nacional pelo Direito à Educação)

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ministro quer mais agilidade na reforma do ensino médio

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acredita que o país tem motivos para comemorar os resultados do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de 2011. Ressalta, no entanto, que é necessário avançar em todas as etapas, principalmente no ensino médio.

Com relação a essa etapa do ensino, em que os dados do Ideb apontam quadro de estabilidade, Mercadante diz que as ações devem passar pela ampliação das escolas de tempo integral e pela reformulação do currículo. “Precisamos de um novo currículo, mais flexível, menos fragmentado, tirando um pouco dessa sobrecarga de disciplinas”, afirmou o ministro, no programa de rádio Hora da Educação, nesta sexta-feira, 17. O ensino médio da rede pública tem hoje 13 disciplinas obrigatórias, mas pode chegar a 19, com as opcionais.

Segundo Mercadante, o novo currículo do ensino médio deve ser organizado com base nas quatro áreas de conhecimento cobradas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias. “Em quatro anos, metade das vagas nas universidades federais será preenchida por alunos de escolas públicas”, previu. “Essa chance nunca foi possível antes no Brasil.”

Ainda de acordo com o ministro, haverá pressão por resultados no Enem, “que vai ser o elemento estruturante do ensino médio”.

As novas diretrizes do ensino médio, homologadas em janeiro deste ano, estabelecem que o MEC encaminhe ao Conselho Nacional de Educação (CNE) uma proposta de novo currículo. O projeto será apresentado em consonância com o Plano Nacional de Educação, que prevê o direito de aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes do ensino médio. Já está em andamento o estudo que permitirá o aprofundamento e o detalhamento dessa proposta curricular.



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

MEC vai propor a fusão de disciplinas do ensino médio

As atuais 13 matérias serão reagrupadas em 4 áreas, como ciências humanas

Mudança curricular é resposta do ministério à baixa qualidade do ensino, principalmente nas escolas públicas

O Ministério da Educação prepara um novo currículo do ensino médio em que as atuais 13 disciplinas sejam distribuídas em apenas quatro áreas (ciências humanas, ciências da natureza, linguagem e matemática).

A mudança prevê que alunos de escolas públicas e privadas passem a ter, em vez de aulas específicas de biologia, física e química, atividades que integrem estes conteúdos (em ciências da natureza).

A proposta deve ser fechada ainda neste ano e encaminhada para discussão no Conselho Nacional de Educação, conforme a Folha informou na edição de ontem. Se aprovada, vai se tornar diretriz para todo o país.

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, os alunos passarão a receber os conteúdos de forma mais integrada, o que facilita a compreensão do que é ensinado.
"O aluno não terá mais a dispersão de disciplinas", afirmou Mercadante ontem, em entrevista à Folha.

Outra vantagem, diz, é que os professores poderão se fixar em uma escola.

Um docente de física, em vez de ensinar a disciplina em três colégios, por exemplo, fará parte do grupo de ciências da natureza em uma única escola.

Ainda não está definida, porém, como será a distribuição dos docentes nas áreas.

A mudança curricular é uma resposta da pasta à baixa qualidade do ensino médio, especialmente na rede pública, que concentra 88% das matrículas do país.

Dados do ministério mostram que, em geral, alunos das públicas estão mais de três anos defasados em relação aos das particulares.

Educadores ouvidos pela reportagem afirmaram que a proposta do governo é interessante, mas a implementação é difícil, uma vez que os professores foram formados nas disciplinas específicas.

O secretário da Educação Básica do ministério, Cesar Callegari, diz que os dados do ensino médio forçam a aceleração nas mudanças, mas afirma que o processo será negociado com os Estados, responsáveis pelas escolas.

Já a formação docente, afirma, será articulada com universidades e Capes (órgão da União responsável pela área).

Uma mudança mais imediata deverá ocorrer no material didático. Na compra que deve começar neste ano, a pasta procurará também livros que trabalhem as quatro áreas do conhecimento.

Organização semelhante foi sugerida em 2009, quando o governo anunciou que mandaria verbas a escolas que alterassem seus currículos. O projeto, porém, era de caráter experimental.


terça-feira, 14 de agosto de 2012