terça-feira, 26 de abril de 2011

Professores de Itambé decretam greve da categoria

Do Sinpro-PE

Professores da rede pública de ensino de Itambé decretaram, na tarde desta terça-feira(26), greve geral da categoria por falta de condições de trabalho. A paralisação foi definida em assembléia, que avaliou como a única maneira de pressionar a Prefeitura Municipal para melhoria na qualidade do ensino na localidade. Agora, a tendência é que o movimento se espalhe pela Região, em especial em oito cidades que tem sofrido com a mesma problemática. Caso não haja avanço nas negociações, até a próxima quinta-feira outras oito cidades também deverão aderir ao movimento grevista, entre elas Limoeiro, Custódio, Bezerros, Machados, Petrolândia, Vicência, Paudário e Jabotá.

Os 180 professores de Itambé que estiveram na assembléia denunciaram que os telhados das escolas estão quebrados, faltam quadros, fardamentos, livros, transporte e que os professores que ficam doente tem que pagar seus substitutos para dar aula, ainda que estes problemas de saúde sejam desenvolvidos, em sua maioria, pela má condição de trabalho. Também não há prestação de contas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação - FUNDEB -, e não está sendo cumprida a lei do resgate salarial e do Plano de Cargos e Carreira - PCC.

A Prefeitura de Itambé foi notificada pelo Tribunal de Contas por desvio de recurso público da educação. No relatório, constam 300 professores contratados que não foram apresentados, enquanto que os demais recebem apenas R$ 400 quando recebem o salário. Pra completar, já são quase dois anos sem que a categoria seja sequer recebida pela gestão do executivo municipal. “O Sindicato dos Professores de Pernambuco – Sinpro PE - junto com os demais municípios está reivindicando o cumprimento PCC, estímulo a educação continuada, restabelecimento do qüinqüênio - prorrogado para dez anos, acarretando uma perda de até R$ 400 para cada professor -, reajuste do piso e do salário do professor aposentado - que recebe apenas um salário mínimo, apesar de ter direito a aposentadoria por maiores contribuições -, segurança nas escolas, reformas, merenda escolar de qualidade, fim da contratação de estagiários e, principalmente, melhoria das condições de trabalho pela preservação da saúde do professor, debilitada, o que compromete a qualidade da educação”, explicou o diretor político do Sinpro PE, Jackson Bezerra.



Prefeituras têm até sábado para informar investimentos

Terça-feira, 26 de abril de 2011 - 11:56

Os municípios de todo o país têm prazo até sábado, 30, para enviar ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) informações sobre os investimentos em educação feitos em 2010. Aqueles que não cumprirem o prazo estarão impossibilitados de firmar convênios com o governo federal e podem deixar de receber recursos de acordos anteriores. Para as secretarias estaduais de educação, o prazo para o envio das informações encerra-se em 31 de maio.

Até as 10h desta terça-feira, 26, 1.335 prefeituras tinham enviado os dados, pela internet. Proporcionalmente, os municípios paranaenses (40,35%) e gaúchos (39,63%) foram os que mais procuraram o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) do FNDE para transmitir as informações exigidas.
O Siope coleta, processa e divulga informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O propósito é dar transparência aos investimentos em educação no país. O preenchimento do sistema nos prazos estabelecidos é condição para que estados e municípios celebrem convênios com órgãos federais e recebam transferências voluntárias da União.
Caso um estado ou município não invista no mínimo 25% do orçamento total em manutenção e desenvolvimento do ensino, o FNDE comunica o não cumprimento da lei aos tribunais de contas estaduais e ao Ministério Público.
As informações sobre os investimentos devem ser preenchidas e enviadas pela internet, na versão 2010 do Siope — é necessário baixar (instalar) o arquivo específico (Municipal). Para fazer a transmissão, o gestor designado pela prefeitura deve usar a mesma senha do ano passado. Em caso de extravio ou bloqueio da senha, o gestor pode pedir um novo código na página eletrônica do FNDE. Para auxiliar os gestores locais no preenchimento do Siope, o FNDE produziu um manual de orientações.



Assessoria de Comunicação Social do FNDE

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mais Educação - Escolas devem enviar planos de trabalho até o dia 26 de abril

Segunda-feira, 18 de abril de 2011 - 17:19

As escolas públicas de educação básica pré-selecionadas para participar, em 2011, do programa Mais Educação podem aderir ao programa e apresentar planos de trabalho até 26 de abril. Em todo o país, foram pré-selecionadas 16 mil escolas para receber recursos do programa, e a proposta do Ministério da Educação é atender 15 mil escolas e oferecer educação integral a cerca de 3 milhões de alunos neste ano. Até o momento, em torno de 14,3 mil estabelecimentos públicos de ensino aderiram.

O principal objetivo do Mais Educação é garantir às crianças da educação básica outros espaços e oportunidades de aprendizado. Para que seja aceita no programa e receba recursos do MEC — em média, R$ 37 mil por unidade escolar —, a escola precisa informar o número de alunos a serem atendidos, indicar as atividades oferecidas, apontar quantos monitores serão necessários e quem vai coordenar a educação integral.

Os dados devem ser registrados no sistema de informações integradas de planejamento, orçamento e finanças do MEC (Simec), ao qual a escola tem acesso por meio de senha.

Com base na quantidade de estudantes informada pela escola, o MEC determina o valor dos recursos a serem enviados. O repasse, em cota única, cabe ao Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Criado em 2007, o programa Mais Educação começou a funcionar efetivamente em 2008. Desde então, passou de 386 mil para 2,2 milhões de estudantes atendidos em tempo integral, especialmente no ensino fundamental urbano.


Assessoria de Imprensa da SEB


Confira a relação das escolas do município que podem incluir estudantes no programa.


ESCOLA MUNICIPAL SAO SEBASTIAO


ESCOLA MUNICIPAL ANA MELO

Material e portal do MEC têm erros de ortografia

Em página que dá acesso à coleção de livros Explorando o Ensino, voltada para professores da educação básica, o portal do Ministério da Educação na internet grafava, até esta segunda-feira (18), o nome da disciplina "lingua portuguêsa" sem acento agudo em "língua" e com um acento inexistente em "portuguesa". O MEC corrigiu à tarde a grafia das palavras, depois de ser procurado pela reportagem.
Na capa do livro de língua portuguesa, disponível para download no portal, a palavra "lingua" também aparecia sem acento. O arquivo foi tirado do ar momentaneamente e voltou a estar disponível hoje, com a ortografia correta na capa, informou a assessoria do ministério.
O MEC não quis divulgar quem são os responsáveis pelo conteúdo do portal, nem desde quando o erro estava no ar. A assessoria limitou-se a dizer que "o portal está em constante processo de atualização e revisão".
O órgão também não respondeu se os livros com o erro na capa foram impressos. No próprio portal, porém, um texto diz que o material deve chegar a todas as escolas da rede pública do país no início do segundo semestre. O ministério não informou se vai ter de refazer as capas.

PADRONIZAÇÃO

Para o professor Pasquale Cipro Neto, a gravidade de erros de ortografia "depende do território em que eles estão". "É desejável que, em documentos oficiais, a grafia seja a oficial, senão vira bagunça", diz. A questão, para ele, é de padronização.
"Mário de Andrade dizia que não tinha nada contra 'jente' com 'j', desde que todos escrevessem assim", brinca.
A palavra "portuguesa" perdeu o acento circunflexo no acordo ortográfico que entrou em vigor em 18 de dezembro de 1971. Segundo o professor, no entanto, a mudança parece não ter sido "totalmente absorvida".
"Eu comparo as mudanças ortográficas a garrafas pet. Elas levam centenas de anos para serem absorvidas pela natureza." As últimas mudanças na ortografia da língua portuguesa foram implantadas no Brasil por um acordo regulamentado em 29 de setembro de 2008, e passaram a valer em 1º de janeiro de 2009.
O revisor Leonardo Fatore diz que erros de ortografia não devem ser minimizados. Ele trabalhou como examinador de concursos públicos em São Paulo e afirma que, em geral, um terço da nota da redação de um candidato depende da ortografia. "Os erros são contados numericamente. Um erro de ortografia numa redação tem o mesmo peso de um erro de concordância, por exemplo."
A assessoria do MEC não quis informar o peso da ortografia na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Não foi a primeira vez que documentos do ministério apresentaram erros dessa natureza. Na última edição do exame, o cartão de confirmação de inscrição trazia, na seção "informações importantes", a palavra "extrangeiros" grafada com "x".



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Lixo continua sendo jogado às margens do Rio Pajeú

As margens do Rio Pajeú nas imediações da Rua Henrique Dias, em Afogados da Ingazeira está servindo de depósito de lixo. O acúmulo é muito grande no local que fica há um pouco mais de 100 metros da Praça principal. Além se errado, agride o meio ambiente. É bom que as autoridades tomem as providências!

Fonte: Blog do Itamar

Haddad dá ênfase à ampliação dos investimentos em educação

Segunda-feira, 18 de abril de 2011 - 12:31

A participação do ministro da Educação, Fernando Haddad, encerrou uma série sobre educação do canal de televisão Globo News. No último programa da série Educação sob Medida, que foi ao ar no domingo, 17, Haddad falou sobre educação infantil, ensino médio e valorização da carreira do magistério.
O ministro ressaltou alguns pontos do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional e contém 20 metas para nortear as políticas de educação até 2020. Um deles é o que se refere à ampliação do investimento público em educação, de 5% para 7%, como proporção do produto interno bruto (PIB). “No PNE da primeira década [2001-2010], a meta referente ao financiamento foi vetada; tínhamos metas, mas não meios”, disse.
Sobre a educação infantil, Haddad citou o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Para ele, são instrumentos que permitirão ao país alcançar a meta de atender 50% das crianças até 3 anos de idade e 100% das crianças de 4 e 5 anos até 2020.
Em relação ao ensino médio, o ministro destacou a melhora no atendimento nos últimos dez anos. “Hoje, no Brasil, 50% dos jovens concluem o ensino médio com no máximo um ano de defasagem”, disse. “Saímos de um patamar de 30% no início da década, mas ainda é pouco; nosso percentual pode melhorar.”
De acordo com Haddad, o Brasil saiu da inércia nas avaliações internacionais na área da educação e foi o terceiro país que mais evoluiu nos últimos dez anos. “Superamos 15 países ao longo da década”, destacou. “Estávamos numa curva decrescente de qualidade; agora, está ascendente; metas estão sendo cumpridas; se continuarmos assim, vamos estar num patamar de qualidade confortável em 2021.”

Professor — Sobre a política de valorização do professor, o ministro afirmou que o piso salarial e a carreira devem andar juntos, não devem ser dissociados. Além disso, salientou que o salário médio do professor deveria ser 60% maior do que o atual, de forma a evitar que o magistério sofra a concorrência de outras carreiras. “Tudo é muito importante: ampliar creches, modular o vestibular, aumentar o acesso à educação superior”, observou. “Mas ainda temos um nó para desatar, que se chama atratividade da carreira do magistério.”

Letícia Tancredi



sábado, 16 de abril de 2011

Campanha de valorização do professor vira piada no Twitter

Uma campanha de valorização do professor, lançada pelo movimento Todos Pela Educação nesta terça-feira (12), acabou virando piada no microblog Twitter. A ideia era que, com a hashtag #1bomprofessormeensinou, os alunos deixassem um depoimento em homenagem ao docente. No entanto, foi o suficiente para o termo parar no topo dos trending topics (assuntos mais comentados) do Brasil com brincadeiras dos internautas.

O usuário @marceloj81, por exemplo, escreveu que “#1bomprofessormeensinou várias coisas, mas esqueci de tudo”. Já @larifelisdoro escreveu: "#1bomprofessormeensinou que casar gasta muito dinheiro então não devemos nos casar". E, segundo @pilehh, “#1bomprofessormeensinou a não fazer hashtags tão grandes assim". Um complemento bastante comum também era “colar na prova”.

A ideia de movimentar o Twitter surgiu durante o lançamento da campanha na manhã desta terça

A assessoria de imprensa do Todos Pela Educação confirmou que iniciou a disseminação da hashtag no Twitter, mas que a ideia era realmente uma homenagem aos docentes.

Valorização do professor

O movimento Todos Pela Educação escolheu como foco do seu trabalho para 2011 a valorização do "bom professor" -aquele que, segundo o Todos, é o que tem foco no aprendizado dos estudantes e contribui para a educação no país. Entre as peças produzidas, estão vídeos para TV, anúncios para jornais e revistas e spots de rádio.

Também para o MEC (Ministério da Educação), o professor precisa ser colocado no centro das atenções. “O Brasil precisa resgatar essa dívida com o magistério brasileiro", disse Fernando Haddad assim que foi confirmado para a pasta na gestão Dilma.

Um dos tópicos que sustenta essa valorização de que tanto se fala é o salário dos docentes. Professor ganha 40% menos que média do trabalhador brasileiro com mesma escolaridade.

Na última quarta-feira (6), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu, por 8 votos a 1, a validade da Lei do Piso Nacional do Magistério. A lei, que foi sancionada em 2008, determinava o rendimento mínimo por 40h semanais de trabalho para professores da educação básica da rede pública. O valor atual do piso é de R$ 1.187,14, que passa a ser considerado como o "vencimento básico" da categoria, ou seja: gratificações e outros extras não podem contar como parte do piso.