sábado, 10 de dezembro de 2011

Mais de 730 mil crianças e jovens estão fora da escola

O Brasil ainda tem mais de 730 mil potenciais alunos com idade entre 6 e 14 anos fora das salas de aula

A distância da escola e problemas familiares impedem Pedro de voltar a estudar há mais de um ano
na cidade de Marabá. Foto: Janduari Simões


Pedro*, 8 anos, é um menino calado. Ele gostava de ir à escola, mas há mais de um ano não frequenta uma sala de aula. O problema começou quando a família chegou a Marabá, a 485 quilômetros da capital do Pará. Os pais estão à procura de emprego e ficam pouco em casa. "A gente não leva ele para a escola porque é longe. Meu marido tem problema de coração e não pode ficar sozinho. Ele também não pode nos acompanhar porque passa mal", conta a avó do garoto.

Infelizmente, a situação de Pedro não é única. Mais de 730 mil crianças e jovens de 6 a 14 anos estão fora da escola como ele. O número, calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, demonstra que, apesar de 97,7% da população dessa faixa etária frequentar a escola, ainda estamos longe da universalização.

Há um inegável avanço desde a década de 1990, mas o percentual de 2,3% esconde um enorme contingente de meninos e meninas. "Para que eles sejam incluídos no sistema público de ensino, é fundamental saber quem são, onde moram e quais dificuldades enfrentam", afirma Maria de Salete Silva, coordenadora de Educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil.

Além de tornar universal o acesso ao Ensino Fundamental (obrigatório desde a Constituição de 1988), o país tem a meta de ampliar até 2016 o atendimento aos que possuem de 4 a 16 anos. "Isso representa trazer para os bancos escolares mais de 3,5 milhões de crianças e jovens", avalia Eduardo Luiz Zen, pesquisador do Ipea. Ele calcula que, com base no custo anual por aluno de 2009, o investimento para essa ampliação é de aproximadamente 10 bilhões de reais, cerca de 0,3% do PIB nacional.

"É bom comemorar que quase 98% estão na escola, mas não dá pra achar que está resolvido", enfatiza Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).

Segundo o relatório Situação da Infância e da Adolescência Brasileira 2009 - O Direito de Aprender, do Unicef, o universo fora da escola está principalmente na Amazônia Legal, no semiárido e nas periferias de grandes centros. A dificuldade afeta, sobretudo, crianças negras, de baixa renda, em situações de vulnerabilidade e instabilidade familiar ou aquelas que possuem necessidades educacionais especiais (NEEs).

NOVA ESCOLA foi a Marabá, na Amazônia, a Crato, a 588 quilômetros de Fortaleza, no semiárido, e às periferias de São Paulo e Teresina, com a ajuda dos conselhos tutelares, para contar a história de Pedro e de outros quatro jovens e crianças que, assim como ele, têm negado o direito à Educação.

Vulnerabilidade social
Felipe chora ao contar sua história. Dependente de crack, vive entre centros de reabilitação, abrigos e a casa da família, em São José do Egito. Foto: Raoni Maddalena
 
Felipe chora ao contar sua história. Dependente de crack, vive entre centros de reabilitação, abrigos e a casa da família, em São José do Egito
Felipe*, 11 anos, é dependente químico. Passou por centros de reabilitação, abrigos e tem recaídas ao voltar para casa. Em maio, estava na Associação Cristã Esperança e Vida (Acev), em Crato, sem estudar. Ele diz não ter boas lembranças da escola e nunca conseguiu completar um ano de estudos. Sem finalizar o tratamento na Acev, voltou para a casa dos pais, em São José do Egito, a 404 quilômetros do Recife. Segundo o Conselho Tutelar, continua fora da sala de aula e não foi aceito por causa de sua agressividade.

A pesquisa mais recente sobre o que leva os mais jovens a abrigos foi feita em 2004 pelo Ipea e mostra que, assim como aconteceu com Felipe, a convivência com as drogas é uma das causas. O relatório O Direito à Convivência Familiar e Comunitária: Os Abrigos para Crianças e Adolescentes no Brasil aponta que entre os motivos para a saída de casa estão a carência de recursos materiais (24,5%), o abandono por pais ou responsáveis (18,8%), a violência doméstica (11,6%), a dependência química de pais ou responsáveis (11,3%) e a vivência na rua (7%). Entre as 20 mil crianças e jovens dos 589 abrigos analisados, a maior parte se enquadra na faixa etária de 7 a 15 anos.

NOVA ESCOLA

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Federalismo e Educação

bandeira educacionistaA Comissão de Educação do Senado Federal vai realizar, no próximo ano, uma série de debates sobre a federalização da educação e o papel dos entes da Federação (União, Estados e Municípios) no desenvolvimento da educação. Hoje a União contribui pouco com a educação básica e os Estados e Municípios, com poucos recursos, acabam lidando com a educação somente como uma questão de custos que pesam em seus orçamentos.
A iniciativa da proposta partiu do senador Cristovam Buarque e contou com a parceria e apoio dos senadores Cássio Cunha Lima e Mozarildo Cavalcanti.

Professor ruim reprime potencial de bom aluno, mostra estudo


Teste que controla para a variação genética entre estudantes destaca papel do professor

Um professor ruim pode impedir que uma criança atinja seu pleno potencial. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Estadual da Flórida e publicado na edição desta semana da revista Science e que, segundo os autores, pode pôr fim ao debate sobre qual a influência predominante na educação, a qualidade do ensino ou a genética do aluno.
“Quando as crianças recebem uma instrução melhor, elas tendem a se desenvolver em sua trajetória ótima”, disse a psicóloga Jeanette Taylor, principal autora do trabalho. “Quando a instrução é menos eficiente, o potencial não é otimizado e as diferenças genéticas não se manifestam”.
A psicóloga e seus colegas analisaram os impactos do potencial genético e da qualidade do ensino a partir do desempenho de pares de gêmeos fraternos e univitelinos. Os univitelinos têm a mesma constituição genética e os fraternos, em média, partilham apenas metade dos genes.
Os pesquisadores analisaram 280 pares de gêmeos univitelinos e 526 de fraternos, no primeiro e segundo ano de escolas de diversos ambientes sociais.
Usando as notas dos testes de fluência oral dos gêmeos, que avalia a capacidade de leitura, estimaram quanto da variação na capacidade de leitura era causada por fatores genéticos. Em seguida, usaram a nota média dos demais estudantes da classe para fazer um índice da qualidade dos professores.
O resultado foi de que o potencial genético estimado dos estudantes só era atingido quando o índice de qualidade do professor também é alto.
“Quando a qualidade do professor é muito baixa, a variação genética é reprimida, enquanto que, quando a qualidade é muito alta, a variação genética floresce”.
Os autores destacam que outros fatores, como colegas de classe e os recursos físicos da escola também podem influenciar o resultado, mas que ignorar o impacto da qualidade do professor em favor de outros fatores seria “uma oportunidade perdida”.

estadao.com.br

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Entenda a diferença entre LCD, Plasma e LED

Quem está louco para comprar uma TV nova pode estar perdido e não saber por onde começar. Em uma loja online, por exemplo, há 53 modelos diferentes de aparelhos Full HD. Além dos tamanhos variáveis, as opções de recursos abundam. Você pode gravar seus programas, ter um conversor integrado ou ver as fotos do seu celular por um sinal sem fio.

No entanto, o primeiro passo é escolher entre as três principais tecnologias existentes do mercado. LCD, plasma ou LED? Saiba a diferença entre cada uma delas e faça uma boa compra.

TVs Full HD ideais para assistir aos jogos da Copa do Mundo

LCD
Tornou-se a tecnologia dominante do mercado. É mais brilhante, sendo ideal para ambientes mais claros. Reflexos vindos de uma janela, porta ou corredor não aparecem na tela e não atrapalham quando você está vendo seu programa favorito. No entanto, dificilmente aparece nos aparelhos superiores a 50”.

Plasma
O brilho é menor, porém o contraste é melhor que o LCD. Alguns modelos podem apresentar manchas no plasma com o passar dos anos, sobretudo quando causado por imagens estáticas, como de jogos de videogame ou logos de televisão. O ângulo de visão é melhor, mas pode refletir sombras vindas de corredores e janelas. A tecnologia é usada em modelos superiores a 50”.

Led
É uma tecnologia que mistura o melhor do LCD e do Plasma, criando televisores super finos. A tecnologia é responsável por contraste de cor bem maior que o Plasma e brilho maior que o LCD. A desvantagem atual está no alto preço desses aparelhos, que chegam a custar R$ 1 mil mais caro que as outras tecnologias.

Estrela que gira a 2 milhões de km por hora é a mais rápida já detectada


Ilustração mostra como seria a estrela de rotação mais rápida já detectada. (Foto: G. Bacon / ESA / Nasa)

Astro VFTS 102 foi detectado por equipe do Observatório Europeu do Sul. Objeto tem 25 vezes a massa do Sol e brilha 100 mil vezes mais.

Astrônomos ligados ao Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) descobriram a estrela que gira mais rápido no espaço. O astro se chama VFTS 102 e tem uma rotação que ocorre a 2 milhões de quilômetros por hora - velocidade 300 vezes superior à do Sol ao fazer o mesmo movimento.

A estrela foi revelada por observações com o Telescópio Muito Largo (VLT), um dos principais instrumentos telescópicos do mundo, situado no Observatório do Paranal no Chile. Os cientistas pesquisavam a região da Nebulosa da Tarântula, uma formação de poeira e gás localizada na Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias que serve como satélite da Via Láctea - assim como a Lua em relação à Terra.
VFTS 102 tem uma massa 25 vezes maior que a do Sol e chega a brilhar 100 mil vezes mais. Sua velocidade ao percorrer o espaço também impressiona os especialistas, que acreditam que o astro possa ter sido ejetado de um sistema de estrelas duplas. Ela está a uma distância de 160 mil anos-luz daqui - um ano-luz equivale a quase 10 trilhões de quilômetros.
Segundo esta hipótese, uma das estrelas teria explodido sob a forma de uma supernova, expulsando a companheira VFTS 102 da região. A prova pode estar na presença de resquícios de supernova próximos à região observada pelos cientistas na Grande Nuvem de Magalhães, além de um pulsar - uma estrela muito pequena e com muita massa, que poderia ter sido originada após a explosão.


Planeta similar à Terra é achado ao redor de estrela parecida com o Sol

Ilustração mostra como seria o planeta Kepler 22b. (Foto: Ames / JPL-Caltech / Nasa)

Astro pode conter água líquida em sua superfície. Nasa anunciou novos dados da sonda Kepler nesta segunda-feira (5).

A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira (5) a descoberta do primeiro planeta com tamanho parecido com o da Terra e que gira ao redor de uma estrela parecida com o Sol. O planeta fica a 600 anos-luz de distância e foi detectado pela sonda Kepler, lançada em 2009 com o objetivo de descobrir novas "Terras" pelo espaço.

Outra característica do astro é que ele se encontra a uma distância da estrela que pode permitir o desenvolvimento de água líquida e atmosfera, condições ideais para o surgimento da vida como a conhecemos. Quando um planeta se encontra nessas condições, diz-se que ele está em uma "zona habitável" (em inglês também é comum o termo "goldilocks").
O planeta recebeu o nome de Kepler 22b. Sua descoberta será relatada na revista "The Astrophysical Journal", uma das principais publicações científicas sobre astronomia.
Em fevereiro, os astrônomos da Nasa haviam anunciado uma lista com 54 astros que poderiam ser habitáveis. Desses, apenas Kepler 22b foi confirmado como planeta. O astro possui um raio 2,4 vezes maior que o da Terra e gira ao redor de sua estrela em 290 dias. Os cientistas ainda não sabem dizer o planeta é rochoso ou gasoso.


Educação básica: Adquirir conhecimentos deve ficar mais fácil com novas tecnologias

O Ministério da Educação promove nesta terça-feira, 6, no Rio de Janeiro, encontro com especialistas em novas tecnologias que mudam formas tradicionais de transmissão do conhecimento. O evento Educação e novos Paradigmas (EDUTec) segue até às 18horas.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a iniciativa é oportuna e importante para o futuro da educação brasileira. “A próxima década vai ser marcada por uma reforma profunda das salas de aula, dos laboratórios e das bibliotecas por meio da revolução digital”, disse em vídeo exibido na abertura do evento.

Na mesma mensagem aos participantes do EDUTec, Haddad explicou que temos que nos preparar para isso, sobretudo a partir da produção de conteúdos digitais educacionais, da convergência de mídias e de uma série de providências que precisam ser tomadas agora para que a educação tire o maior benefício das transformações tecnológicas.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, o EDUTec é um marco para possibilitar que as várias plataformas e ações do Ministério da Educação, como a TV Escola, se tornem mais consistentes em relação à garantia da aprendizagem. “Desejo que a gente saia daqui com conteúdos que possam nos ajudar nesse novo desenho da TV Escola e da integração das múltiplas plataformas desenvolvidas e coordenadas pela Secretaria de Educação Básica”, afirmou.

A programação do encontro está organizada em quatro blocos de curtas conferências. Além de brasileiros, conferencistas da Inglaterra, Itália, Estados Unidos, Finlândia, Malásia, Argentina, Venezuela e Espanha apresentam experiências com novas tecnologias.